70 anos de Auschwitz

Por Eduarda Zoghbi

No dia 27 de Janeiro de 2014, a mídia divulgou o fato de que fazem 70 anos que os prisioneiro foram libertados dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau. O complexo está situado na Polônia, e estima-se que em cinco anos de existência tenha exterminado cerca de 1,5 milhões de pessoas. Dentre eles os judeus, priosioneiros de guerra, mulheres, ciganos, negros, homossexuais e qualquer outro grupo que não fosse puro de acordo com o regime nazista.

É interessante pensar que um dos maiores extermínios da história tenha acontecido há pouquíssimo tempo. Algumas pessoas acreditam que já evoluímos muito nesse curto período de tempo, e que a humanidade jamais se arriscaria a travar uma nova guerra por diferenças ideológicas ou raciais.

De acordo com o cientista político James G. Blight, a partir do século 21 existe uma média de 3 milhões de mortes por ano resultantes de guerras. Neste exato momento, existem 18 guerras acontecendo ao redor do mundo, e todas de alguma forma ocorrem devido às diferenças ideológicas. Sejam elas religiosas, culturais ou territoriais. De alguma forma o ser humano acredita que sua escolha, sua opinião e sua identidade são superiores do que a de outras pessoas.

A Segunda Guerra Mundial está portanto bem próxima da nossa realidade. A diferença é que hoje a mídia possui um impacto forte na busca pela paz e pelos direitos humanos. No entanto, devemos lembrar que os alemães nunca queriam de fato uma guerra. Depois de terem perdido para a Tríplice Entente na Primeira Guera, os alemães pagaram um preço caro que os fizeram mudar de ideia.

O Tratado de Versalhes foi assinado em 1919, obrigando a Alemanha a assumir toda a culpa pela guerra, além de pagar uma cara indenização, e perder grande parte de seu território. Os alemães entraram em crise. Falta de empregos, altos níveis de inflação, e enquanto toda a sua produção agrícola era encaminhada aos países vencedores da guerra como forma de pagamento eles passavam fome. Tudo que precisavam era de um líder carismático que os convencesse de que eles eram melhores do que imaginavam, e que tinham um potencial imenso para dar a volta por cima.

As vezes tudo que um país em crise econômica ou social precisa é de um líder que o faça acreditar que o sistema vigente não funciona, e que apenas aqueles que se encaixam em um padrão “X” devem ser privilegiados. É o que é comprovado no filme alemão “Die Welle” (A Onda) em que o professor de uma escola prova que a ideologia nazista ainda convenceria grande parte das pessoas nos dias de hoje.

Portanto os 70 anos de libertação dos prisioneiros de Auschwitz-Birkenau não significam que a humanidade jamais cometeria o mesmo erro. Pelo contrário. Muitas pessoas (por mais que neguem) ainda acreditam na existência de uma elite merecedora de privilégios. Será que realmente progredimos desde o holocausto?

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Um comentário em “70 anos de Auschwitz

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  1. Nos últimos duzentos anos um país participou de 90% das guerras, e sempre para trazer a paz e vos legar o modelo único e acabado da melhor democracia das história da humanidade e de presente o tão desejado penhor da liberdade a qualquer preço.
    Para isso teve que instalar cerca de 1152 bases militares em mais de 149 países e cerca de mais de 2000 instalações militares e de apoio pelo globo terrestre.
    É preciso estar ao alcance dos meios vetores militares que possuem um alcance útil de cerca de 700 kilômetros de distância que são os aviões e aeronaves militares, mais do que isto somente os aviões estratégicos grandes, lerdos e lentos podem dar cerco ao globo terrestre todo.
    Mas, a realidade insiste em provar que o Grande Olho não pode cuidar de todos nós, a queda de dois aparelhos aéreos comerciais nos oceanos Índico e Pacífico demonstraram cabalmente que os mais de 140 satélites militares não puderam ver o que aconteceu, nada de imagens, sinais eletrônicos e rastreamento dos aviões da Masian Airlines e da Corea Air Lines.
    A demanda de poder dos imperialistas é ilimitada, porém o seu discurso pacifista nos lembra o dito do autor de 1984 George Orwell e seu personagem o Big Brother onde o grande tirano se apresenta como grande democrata, o ministério da paz cuida da guerra.
    Este é o mundo encapuzado onde os novos nazistas estão travestidos de pacifistas humanitários. USWar da paz!

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