O Antiproibicionismo Marcha Com A Marcha da Maconha

Drogas

Seu caminho é transversal e seu destino é um mundo mais livre e menos opressor.

Por Samuel Silva.

*Neste texto, tratarei dos temas transversais àlegalização (ou regulamentação da produção e venda) não apenas da maconha, mas de todas drogas, com o objetivo do antiproibicionismo a longo prazo. Sendo a maconha o horizonte tático mais próximo, usarei mais exemplos referentes a ela. Todavia, a legalização de cada droga pressupõe um debate e seu aprofundamento específico a ela.

Entre os meses de Abril e Maio, pelo Brasil afora se realizam passeatas a favor da descriminalização do usuário e ou a legalização e regulamentação das vendas das drogas. As chamadas Marchas da Maconha, assim como a demanda pelo fim do proibicionismo, só vem ganhando mais adeptos e força política. Todavia, muitos companheiros meus de militância de esquerda ainda discordam ou não se sentem com razões para militar ou apoiar essa causa.

Mas qual seria o problema ou a incoerência nisso? Cada um com sua militância e sua consciência, não? Pode-se ser um antirracista e ainda querer que as drogas sejam proibidas, não? Ser feminista e achar que isso nem tem relação com a política de drogas do nosso país? Apoiar a causa dos populares, querer melhorar a sua condição de vida e combater sua marginalização; querer uma polícia desmilitarizada; querer proteger as pessoas das drogas; pensar que maconha é porta de entrada à drogas mais pesadas e por isso o Estado deve continuar “combatendo” seu tráfico e etc. Isso é coerente, não?

– Err, hmm, não exatamente.

Muitos fatores levam as pessoas a pensarem o debate como algo muito mais superficial do que é. Desinformação e falta de interesse de pesquisar a respeito abrangem muito da própria esquerda, ainda. Assim, neste texto tentarei abordar a transversalidade da pauta da legalização das drogas, tentando ser o mais abrangente possível, passando por argumentos dos mais comuns aos menos conhecidos, de forma a mostrar que diversas militâncias perpassam o antiproibicionismo. Deixarei também uma longa lista de referência de textos, acadêmicas e não acadêmicos, e vídeos, matérias e documentários informativos sobre o tema depois do final do texto para aprofundamento das questões aqui citadas. Por razões de ser impossível que em um texto só eu abranja com qualidade todos os pontos pertinentes ao tema, e que convença de uma vez por todas qualquer leitor que nossa política de drogas tem que ser revista o quanto antes devido suas consequências nefastas.

Inegável fracasso da proibição.

Vamos começar com o básico do tema. No universo das drogas ilegais, as drogas continuam liberadas. Isto é, ainda é fácil encontrar e consumir drogas. Um princípio básico na economia é que a tentativa de reduzir a oferta não tem grande efeito na demanda. Afinal, é a demanda que gera a oferta, independentemente desta ser considerada ilegal. Como jogar qualquer droga na ilegalidade não é o que fará o consumidor a parar de consumí-la, o mercado continuará existindo. Só que agora, na mão de traficantes e sem qualquer regulação e controle de qualidade (seja diretamente do Estado, no caso de monopólio estatal, seja por órgãos fiscalizadores deste, no caso de produção e venda privada).

Um usuário de maconha arrisca a consumir sua droga misturada com substâncias tóxicas e bem prejudiciais, ao invés de um produto com rigor no controle de qualidade e que seja bem menos nocivo a si. No caso do Brasil, quase toda maconha vem do Paraguai e é de péssima qualidade[1]. Assim, não é nada mais coerente que usuários de drogas sejam a favor da legalização, mesmo se limitando apenas ao argumento do auto interesse em um melhor produto para si.

A proibição e o crescente investimento na repressão vem obtendo efeitos opostos. Apenas nos últimos quatro anos, o consumo aumentou 160%[2]. O contínuo aumento do consumo durante todo período proibicionista demostra o total fracasso da política de proibição e repressão para diminuir o consumo; ao contrário disso, o comércio legalizado de tabaco ligado a uma política de taxação, regulamentação e conscientização sobre seus malefícios, continua fazendo seu consumo despencar. Recentemente, a ONU recuou no histórico posicionamento conservador e estritamente contra as drogas, reconhecendo os problemas da política de guerra e propondo a descriminalização de todos usuários[3]. Isto demonstra que, empiricamente, a política proibicionista causa uma consequência contrária ao que se propõe, além de contar com efeitos colaterais nefastos a serem abordados. Entende-se aqui que a política regulatória e de conscientização sobre drogas é a melhor opção até hoje para o controle de danos.

Mas a política de drogas vai muito além do universo do usuário. Sua proibição está ligada com a diversos problemas sociais à população. A proibição somado a política de Guerra às Drogas tem sérios efeitos sobre sistema carcerário, população criminalizada e assassinada, lógica seletiva e violenta da polícia e do sistema penal, assim como descaso com os direitos humanos.

Gênero.

Apesar de poucas pessoas saberem, o perfil das pessoas que mais cresce nos presídios é o da mulher. Apenas nos últimos dez anos, o aumento foi de exorbitantes 252%, enquanto os de homens foi de 115%. O que a maioria dessas mulheres fizeram? Eram “relacionadas” ao comércio de drogas, sobretudo maconha.

Na ilegalidade, o mercado continua existindo na mão de traficantes ao invés de vendedores fiscalizados (caso dos EUA) ou o próprio Estado (caso uruguaio). Nesse ambiente, não só existe uma divisão sexual do tráfico, como vem sendo a mulher, proporcionalmente, a principal vítima de encarceramento. Atualmente, totalizam-se 60% das detentas presas devido à tráfico de entorpecentes.

Os fatores que vem levado a maior atividade da mulher no tráfico ainda estão sendo estudados. Segundo o sociólogo Marcelo Campos, o que se sabe é que elas vem sendo mais inseridas de fato, mesmo que ainda submissas e oprimidas. A atuação feminina de maior destaque é de tentar transportar drogas para dentro dos presídios[4].

De outro lado, as mulheres são submetidas a revistas extremamentes vexatórias e violentas em todos os sentidos. Para evitar que levem drogas aos presídios, chips e outros objetos, são forçadas a se despirem, a abrirem suas vaginas e ânus para as autoridades, frequentemente sobre pesados insultos. Até idosas e crianças de colos são submetidas a isso. Tão absurda prática é crime em muitos países e pode ser considerada tortura segundo a ONU[5]. Atualmente, há um movimento pressionando para o seu fim, advogando que a revista pode ocorrer através de raio-x e outras formas que não necessitam nem de tocar na pessoa[6].

Arbitrariedade da proibição. Raça e classe.

Poucas pessoas sabem ou se perguntam por quê algumas drogas são legalizadas e outras não. Costuma-se até se pensar que derive do conhecimento relativo aos riscos relativos de cada uma. Que as mais danosas seriam as ilegais, e as menos, legais. Incorreto. O critério da proibição é totalmente arbitrário, não baseado em ciência e em seus riscos relativos mas sim em discriminação étnica e de classe.

Em um extenso estudo sobre riscos relativos das drogas, a si mesmo e à sociedade, o pesquisador da Universidade de Bristol, David Nutt, realizou uma classificação das drogas. Seu resultado foi que drogas ilegais como maconha, LSD e ecstasy se mostraram bem menos danosas que tabaco e álcool, drogas legais. No quesito dano ao próprio usuário, a heroína lidera, seguida pelo crack e pelo álcool. No quesito dano a terceiros (sociedade), o álcool lidera. Isto é, uma droga legalizada, naturalizada na sociedade e com menos restrições sociais (ao contrário do tabaco, em que é proibido propagandas na televisão, por exemplo) é a principal causa de problemas sociais[7] [8]. Há de se perguntar então, por que ela não é a proibida ao invés de outras menos danosas.

Há uma explicação sociológica a isso. Desde que o proibicionismo passou a ser advogado e propusionado pelos EUA, o recorte de quem seria afetado era claro. Negros, mexicanos, latinos (e outras minorias étnicas nos EUA). Assim, drogas associadas a eles tornaram-se ilegais, como maconha e ópio. As drogas ligadas à cultura branca permaneceram legais, e por muito tempo, sem restrições (álcool, tabaco).

A lógica de guerra implicava na criação de inimigos a serem presos e mortos. Pois, claramente, não existe uma guerra às drogas como guerra à coisas, mas sim guerra às pessoas. Aqui, os “traficantes” e qualquer um que fosse tomado como ligado ou pudesse ser confundido com eles se tornaram o alvo. Mas não é qualquer traficante, mas apenas aqueles mais vulneráveis na sociedade. Os marginalizados, os sem voz. Em sociedades desiguais e racistas como EUA e Brasil, a quem sobrava esse papel? O perfil é claro e não faltam pesquisas sobre a seletividade penal e policia[9]: essa política criminaliza os que trabalhavam no varejo, pessoas da periferia, sobretudo negros e pobres. É essa parcela a ser brutalmente reprimida e violentada diariamente.

Como qualquer análise crítica dos noticiários pode demonstrar, não é necessário que se trate de fato de traficantes. Basta associar a pessoa em questão ao tráfico, que qualquer violação de direitos humanos torna-se legitimada. Esse foi o caso do Amarildo. Caso da Cláudia. Do DG. De qualquer negro, pobre, favelado sujeito a qualquer momento a ser morto pela política proibicionista.

Drogas 1

A repressão ao tráfico segue claros parâmetros racistas e elitistas. Não só quem controla o tráfico não é reprimido – exemplo é o caso da quase meia tonelada de pasta base de cocaína, a virar 1,5T de cocaína no helícoptero dos Perrela, políticos ligados à Aécio Neves – como a atuação da PM contra jovens brancos, classe média ou acima de bairros valorizados portando drogas é totalmente diferente do tratamento caso fossem negros, pobres da periferia. Uns são tomados como usuários e os outros como traficante. Repressão quase todos sofrem. Mas é sobretudo a segunda parcela ao qual se segue uma prisão injusta, quando não o extermínio. O fato de serem mais associados ao tráfico por serem os alvos preferenciais reproduz, por sua vez, estereótipos que fomentam a discriminação racista e elitista na sociedade. Isto reflete novamente na atuação da polícia e Estado, fechando o ciclo.

Violência Policial e descaso com os Direitos Humanos

É graças à política de proibição e combate que o Estado tem o pretexto para atuar de forma militarizada nas periferias das grandes cidades. Aos olhos de grande parte da população, no momento em que associado ao tráfico, o indivíduo passa a ser desprovido de direitos fundamentais da Constituição. A lógica militar do inimigo a ser exterminado torna-se perfeitamente adequada. A tortura de moradores da periferia em busca de informações sobre o tráfico se torna modus operandi, legitimada pela mesma população que aplaude a atuação do BOPE, popularizadas em Tropa de Elite.

Se de um lado o alvo é marginalizado, homem, negro, jovem, pobre e de periferia, o outro lado não difere muito. O perfil dos policiais utilizados na linha de frente dessa política de drogas em grande medida coincide com àqueles a que são levados a combater, havendo morte de ambos os lados, levando ao chamado genocídio da juventude negra.

Assim, policiais militares também são vítimas em vão das violentas consequências da proibição. Desta forma, a causa pela legalização também é importante por parte de policiais, delegados e pessoas interessadas em proteger a vida dos encarregados por lidar com segurança e o crime. Um exemplo de organização desse tipo é LEAP, Law Enforcement Against Proihibition[10].

Segundo a juíza aposentada e presidente do LEAP Brasil, Maria Lúcia Karam (2013)[11], não há como pensar em desmilitarização da Polícia e sua atuação conforme a Constituição e os direitos humanos sem o fim da guerra às drogas. Muito mais do que simplesmente a estrutura formal da polícia, dividida entre civil e militar, é preciso um entendimento epistêmico de polícia e políticas desmilitarizadas, de uma cultura de respeito e valorização dos direitos humanos. Uma polícia treinada para prestar serviços à comunidade, respeitar e proteger os direitos civis.

O debate sobre violência policial não pode focar apenas na PM e sua desmilitarização, sem que haja aprofundamento sobre a relação entre tal violência e o senso comum que a aplaude, entre a política que a promove (proibição das drogas), o enquadramente midático que a naturaliza e os poderes que a dão suporte (Legislativo, Judiciário, PF). Até que as bases do militarismo na sociedade civil caiam, vítimas continuarão sendo o principal resultado dessa guerra.

Drogas 2

Usos medicinais. Tratamento ao abuso.

Os usos medicinais são tantos que tudo que posso fazer é recomendar a pesquisa. Quem sabe, descobrirá em uma droga ilícita um medicamento muito mais eficaz e menos prejudicial à sua saúde que os fármacos que usa para essa sua enxaqueca absurda, sua insônia, suas dores corporais e etc. Para certos casos, não há nada melhor do que maconha para se levar um vida menos dolorosa, como quem está passando por quimioterapia, sofre com esclerose múltipla, AIDS, convulsões crônicas e etc. Uma das áreas que mais gera entusiasmo sobre o tema, o uso medicinal das drogas ilícitas ainda vai mudar como pensamos nossa saúde conforme vamos quebrando o tabu e nos permitir pesquisar mais sobre elas, usá-las conscientemente a nosso favor.

Sobre a maconha, cabe desmitificar um jargão. Em pesquisas, como a conduzida pelo psiquiatra Dartiu Xavier, cerca de 70% dos pacientes viciados em e crack, ao trocarem seu uso por maconha, conseguiram perder seu vício em todas as drogas citadas. Ao contrário do que se pensa, a maconha bem administrada é uma porta de saída de drogas mais pesadas[12]. Ademais, a melhor forma de afastar as pesssoas de drogas mais maléficas, em efeito comparativo, é a legalização das drogas. Desde que a Holanda descriminalizou o usuário da maconha, ela afastou os usuários dos traficantes, estes sim que estimulavam o consumo de drogas mais pesadas como a heroína. O resultado é a queda sucessiva do consumo dessas drogas, o contrário em que se vê em países com proibição e repressão fortes[13].

Veja que em nenhum momento aqui afirmei que drogas não são ou podem ser prejudiciais a saúde. Elas o são, sobretudo quando em abuso ou em uso na infância e adolescência. Do mesmo modo que praticamente qualquer droga legalizada e fármacos o fazem, assim como os próprios alimentos, cujo abuso é responsável por muitas mortes e problemas graves de saúde.

Contudo, o que vem se tornando mais óbvio é como a política de proibição consegue piorar o problema, isso quando não o cria. É o caso do crack, droga derivada da cocaína devido seu preço pouco acessível (determinado pelo monopólio do tráfico). E isso não é esquerdice não, mas análise do Nobel da Economia e teórico liberal Milton Friedman[14].

O que se defende não é que as pessoas devam consumir maconha, ecstasy ou LSD. Se defende uma política alternativa que legalize e regulamente o consumo e venda drogas, associado a campanhas educativas sobre seus efeitos e perigos na saúde e um amplo debate com a sociedade.

Menos guerra. Mais vida, saúde e educação. O que se tem a perder?

Defende-se trocar o paradigma bélico para um focado na saúde dos afetados em questão, do controle de danos para eles e a sociedade. Economizar-se-á em recursos humanos, com o fim do genocídio da juventudade negra e pobre, mortes de policiais, de pessoas envolvidas ou assim associadas ao tráfico. Reduz-se gastos ao parar de investir numa política cara de guerra, policiamento, repressão e perseguição, assim nas ruas como nas prisões superlotadas, que teriam seu contigente reduzido em cerca da metade do atual e etc. Ganha-se em recursos, seja pela taxação ou venda direta do Estado sobre o produto, recursos que podem ser designados por lei diretamente a ser revertida à políticas de conscientização sobre drogas e seus efeitos, de saúde pública, inclusos possíveis casos de dependência e abusos. Ganha-se em ciência e saúde, podendo se pequisar livremente sobre suas propriedades, descobrir seus potenciais, e usar de drogas antes ilícitas para salvar, recuperar e melhorar vidas, segundo sua correta utilização.

Tudo que deixa-se de perder e o que se pode ganhar, com a legalização, não cabe aqui.

Qual pode ser então, o pior efeito colateral da legalização, segundo inclusive seus defensores? O consumo pode vir a aumentar, como aconteceu na Holanda. Isso significa que quem é a favor de restringir e reduzir o consumo de drogas deve apoiar a proibição. Também não. O presidente Mujica, por exemplo, regulamentou o mercado de cannabis visando sobretudo diminuir seu consumo. O entendimento é que, seguindo o exemplo das políticas sobre o tabaco e não os sobre a maconha, pode diminuir o consumo a partir do investimento em informação dos cidadãos sobre as drogas, e não com repressão. Assim, dado o caso do Brasil, desde 1989, combatendo-se apenas com informação e restrições públicitárias, o consumo de tabaco quase 45%, quase pela metade. Entre 2001 e 2005, com a contínua e cada vez mais violenta repressão, o consumo de maconha subiu 160%. Isso leva a crer que é plenamente possível permitir a venda de drogas legalmente e ainda assim restringir seu consumo e consequente impacto na sociedade.

Indo além, o delegado Orlando Zaccone acredita que o passo dado pelo Uruguai pode nivelar as políticas de drogas sobre uma alternativa moderada. De um lado se legaliza o que era proibido (maconha, por exemplo) e, do outro, se regulamenta o que está pouco controlado (álcool, por exemplo), podendo-se criar um Marco Regulatório Geral das Drogas, a exemplo do que ocorre do tabaco, criando campanhas de conscientização e restrições à incentivos ao consumo. Para que assim, tenha um mecanismo mais eficiente de controle do uso, associado com políticas de saúde voltadas aos dependentes e abusadores de quaisquer drogas. Uma política mais humana e cidadã, voltada a um mundo menos opressor e mais livre.

Apologia sim. À paz e à liberdade, legalizar.

Uma das coisas mais surpreendentes é que não importa quão forte seus argumentos a favor à legalização, esse tema é visto com preconceitos, tabus e marginalização. Defender a regulamentação das drogas muitas vezes o leva a ser associado ao usuário, visto por muitos como um marginal. Afinal, se situa à margem da lei. Assim como a sua defesa também pode estar, ao ser associado com à apologia ao crime (no caso, o tráfico).

Todavia, não nos cabe evitar o debate mas sim o provocar e aprofundar nessas questões que, como tentei mostrar, envolvem tantos outros eixos, dos âmbitos moral, social, político, econômico e militar. Não espero que estejam convencidos por completo do porquê trocar a proibição pela regulamentação, a repressão pela conscientização e tratamento. Mas que tenham percebido a importância da grande aporia moderna das drogas. E, é claro, a transversalidade do tema. Como diversos eixos da militância (do feminismo, anticapitalismo, antirracismo, pró liberdade de escolha sobre sua própria vida, reforma do sistema penal, carcerário e policial) não apenas tem lugar como perpassam necessariamente pela proibição e guerra às drogas.

Se este texto te deixou inquieto, com vontade de saber mais, de questionar e se informar, meu objetivo foi atingido.

Abaixo, como prometido, minhas referências e recomendações. Como diria o grande poeta universal, Bilu: “Busquem conhecimento”.

REFERÊNCIAS e RECOMENDAÇÕES:

http://vimeo.com/22144223 Cortina de Fumaça

https://www.youtube.com/watch?v=tKxk61ycAvs Quebrando o Tabu

NUUT, D. KING, L. PHILLIPS, L. Drug harms in the UK: a multicriteria decision analysis

https://www.youtube.com/watch?v=GU61rPK57_w&feature=youtu.be marcha da maconha sp 2014

http://institutoavantebrasil.com.br/numero-de-mulheres-encarceradas-por-trafico-aumentou-159-apos-a-lei-11-34306/
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Numero_de_presos_por_trafico_de_drogas_aumenta_400_em_sete_anos&id=356552

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/populacao-carceraria-brasileira-cresceu-7-vezes-mais-que-a-media-mundial-nos-ultimos-15-anos-5518.html

http://entretenimento.band.uol.com.br/cqc/videos/15013878/documento-da-semana-discute-a-legalizacao-da-maconha.html

http://port.pravda.ru/sociedade/curiosas/16-01-2013/34196-brasil_prisoes-0/

http://hypescience.com/7-drogas-ilegais-que-podem-ser-usadas-em-tratamentos-medicos/

http://www.vice.com/pt_br/weediquette-show/a-republica-canabica-do-uruguai-parte-1

http://www.vice.com/pt_br/weediquette-show/a-republica-canabica-do-uruguai-parte-2

http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/index.php?id_conteudo=11294&rastro=INFORMA%C3%87%C3%95ES+SOBRE+DROGAS%2FTipos+de+drogas/Maconha#efeitos

GODOY, Gabriela. Seletividade penal na lei de drogas.

http://www.cnn.com/2010/HEALTH/11/01/alcohol.harm/

https://www.youtube.com/watch?v=4ZICCd7cLmM 4:20

RODRIGUES, Thiago. Política e drogas nas Américas.

http://coletivodar.org/

Mais referências em: https://docs.google.com/document/d/1_6pB37LZyW97yGeFuzsUzZ-MFKtDyxr09RBpNEx61zI/edit

Notas

[1]    http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/02/paraguai-manda-para-o-brasil-80-da-maconha-que-produz.html

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/2013/12/1389182-maconha-vendida-no-brasil-e-a-pior-do-mundo-dizem-usuarios-veja.shtml

[2]    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/06/26/ult5772u193.jhtm

[3]    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/03/onu-sugere-descriminalizacao-do-consumo-de-drogas-pela-primeira-vez.html

[4]    http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/10/sociologo-critica-seletividade-da-atuacao-policial-na-aplicacao-da-lei-drogas/

[5]    http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/04/campanha-pede-fim-de-revista-vexatoria-de-mulheres-em-presidios/

[6]    http://www.fimdarevistavexatoria.org.br/

[7]    https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=11&cad=rja&uact=8&ved=0CCcQFjAAOAo&url=http%3A%2F%2Fwww.sg.unimaas.nl%2F_OLD%2Foudelezingen%2Fdddsd.pdf&ei=kkNkU-6TC6essQSf74HgBw&usg=AFQjCNHr-eoHL9ilnXE5YA8MqVxNEuHpVg&sig2=NlkJCUKPYBOheCiCMw9YXg

[8]    http://www.cnn.com/2010/HEALTH/11/01/alcohol.harm/

[9]    http://jus.com.br/artigos/27071/seletividade-penal-na-lei-de-drogas-lei-n-11-343-2006/1

[10]    http://www.leapbrasil.com.br/

[11]    http://www.leapbrasil.com.br/media/uploads/texto/88_Desmilitariza%C3%A7%C3%A3o%20-%20ALERJ.pdf?1391624538

[12]    https://www.youtube.com/watch?v=anUcdjE8T0c
https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CDcQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fpublication%2F12634609_Therapeutic_use_of_cannabis_by_crack_addicts_in_Brazil%2Ffile%2F79e415085e4918f137.pdf&ei=Y_FjU–_JunMsASJpYHgBQ&usg=AFQjCNFL7JhlqHm75URdFHh-Ldles1gPFQ&sig2=VNj-cbALKyf_Yyd0wCpp2Q&bvm=bv.65788261,d.cWchttps://www.youtube.com/watch?v=Vy6yT-3W8Gw

[13]    http://super.abril.com.br/cotidiano/maconha-porta-entrada-drogas-mais-pesadas-620272.shtml

[14]    https://www.youtube.com/watch?v=-shwabBMEXQ

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Um comentário em “O Antiproibicionismo Marcha Com A Marcha da Maconha

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  1. Excelente artigo, Samuel! É com uma pontada de orgulho que o li. Tomara que o vício da escrita o tenha fisgado!
    Argemiro.

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