Mulher: perigo!

Por Ana Matos

Mulheres são criaturas perigosas. Pelo menos é essa uma das possíveis impressões que podem construídas sobre a “categoria” mulher a partir de alguns breves comentários ou mesmo textos mais elaborados espalhados internet a fora. Não são poucos aqueles no espaço virtual que, pretensiosamente, acreditam que compreenderam aquilo que seria uma natureza feminina geral (essa existente no que é aproximadamente metade da humanidade). Em consequência desse entendimento, alguns tentam instruir outras pessoas sobre a melhor forma de tentar lidar com “elas”- recorrendo, inclusive, a um tom alarmista, se necessário pensarem que for.

Das reflexões feitas por esses observadores, uma das que mais chama atenção é a constatação de como a existência feminina gira primordialmente em torno de banalidades a exemplo da preocupação com próprio status social ou com próprio ego. Ser mulher, acima de tudo, não é ter sonhos, desejos, gostos – na visão deles, essas pequenas particularidades normalmente associadas à individualidade humana ficam relegadas a um segundo plano quando colocas em frente à necessidade feminina de autoafirmação em um sentido mais superficial possível. Os mais resolutos em suas afirmações estendem ao limite a tese sobre a grande motivação da vida feminina reduzindo tudo que as mulheres fazem a uma mera tentativa de captar a atenção das outras pessoas.

Ainda seguindo a mesma linha da conclusão sobre a natureza do gênero feminino, a discussão sobre as distinções entre homens e mulheres também surge e por vezes cai na denúncia de falta de escrúpulos por parte delas. Nas acusações mais leves, elas não se valorizam; nas acusações mais graves feitas, todas as mulheres explorariam injustamente a inocência de outras pessoas para conseguirem o que querem por não adotarem seriamente para si um conjunto digno de valores morais ou por nem mesmo refletir sobre assuntos não frívolos.

A sensação de ilusão é a essência das queixas mais comuns feitas em relação às mulheres, no cerne do que justificaria a razão das mulheres serem perigosas. Dentre os discursos dos que se consideram desiludidos, todo o gênero feminino é caracterizado como constituído por aproveitadoras quase sem humanidade alguma pelos mais exaltados, sendo a única forma de lidar com elas um sério distanciamento emocional, a criação de rotinas de interação friamente calculadas (ações como as apontadas por pick up artists), entre outras formas que buscariam uma desconexão por falta de confiança nelas.

Seja no machismo descarado dos misóginos ou nas sutilezas dos defensores de muitos guias para “bons relacionamentos”, não se acredita plenamente que mulheres, por si mesmas, fariam aquilo que é bom. Elas, a princípio, precisam de algum tipo de imposição para agir corretamente. Existe toda uma ideia de que caras legais (nice guys, usando o termo original) são ignorados por elas, mesmo esses em teoria representando o melhor tipo de parceiro existente. E, sobre a hipótese de constituição de algum tipo de relacionamento afetivo, há apoio à construção de toda uma estrutura que dê o controle ao homem no caso de um casal heterossexual. Submissão é dever feminino.

A palavra controle tem um papel chave na compreensão do raciocínio daqueles que veem mulheres como pessoas com tendências malfazejas, sejam essas propensões remediáveis ou não em sua concepção. O que no fundo poderia ser a quebra da autonomia feminina, a exemplo da submissão proposta por alguns, com justificativas em um ideal de defesa própria ou em nome da proteção das próprias representantes do gênero feminino se torna coerente quando o raciocínio leva em consideração todo o conjunto de preconcepções apresentado acerca das mulheres.

Esse discurso da periculosidade feminina surge e é, ao mesmo tempo, retroalimentado por todo um sentimento de desconfiança e, em certos casos, por ódio. Justamente pela possibilidade de impactos negativos fora da esfera virtual com a propagação desse tipo de ideia, começar a levantar mais precisamente a linha de argumentação desse tipo de construção sobre o gênero feminino é necessário.

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3 comentários em “Mulher: perigo!

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  1. Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político
    http://professorrobertorocha.blogspot.com.br/2013/06/a-invencao-da-sociedade-humana-pela.html
    Síndrome da viúva-negra ou da androfobia

    Emily não consegue chegar perto de um homem “Esse medo me perseguiu a vida inteira e nem sei explicar como e quando começou. Ainda sou virgem e não consigo me aproximar de homens, mas não sinto atração sexual alguma por mulheres”, conta Emily, 26 anos de idade. “Sei apreciar a beleza dos homens em fotos, mas é impossível para mim ficar em um quarto sozinha com um sem sentir medo”, explicou. As informações são do jornal The Sun. Esse tipo de fobia geralmente surge após alguma situação traumática de abuso, o que não é o caso de Emily. Ela apenas tem medo dos rapazes desde sua infância, a qual passou em uma casa com mulheres apenas – já que seu pai se separou de sua mãe quando tinha apenas 6 anos e nunca mais apareceu. Uma das primeiras lembranças da britânica em relação ao medo incontrolável vem de quando tinha 13 anos. “Eu tinha que assinar para receber um documento e um homem que eu não conhecia batia na porta para entregá-lo. Entrei em um estado tão intenso que minha irmã achou que eu estivesse com febre e me mandou deitar”, contou. Emily conta que começa a se sentir mal e quente, como uma febre normal e, depois, vem a falta de ar. Os ataques geralmente duram entre 10 minutos e uma hora. “Até para encontrar meus amigos, fazia questão de que eles viessem até minha casa para que eu não visse os pais deles”. “Eu sei que tenho que ter domínio sobre meu medo. Se não conseguir, penso em considerar uma inseminação artificial para poder ter filhos”. Disponível em (bloguedofirehead.blogspot.com/2011/06/androfobia.html )

    Síndrome da viúva-negra (espécie de aranha que devora o macho após ser fertilizada por ele)

    Algumas inúmeras mulheres que conheço, que convivi, sofrem desta síndrome, onde o homem é objeto do desejo para o acasalamento e nunca para o casamento. Depois de cumprirem com seu papel de banco de esperma, são descartados e as viúvas-negras vivem felizes para sempre com seus filhotes e a gorda pensão alimentícia do macho morto. Para mim que fui um dos descartados, digo que não é nada bom e desejável, ainda mais quando o divórcio nos separa dos filhos, nos jogando para uma geografia que não sonhamos, nunca quisemos e jamais ambicionamos. Depois que conseguem os filhotes e matam seus machos, a única opção plausível para os homens é administrar a separação dos filhos e organizar um jeito de vê-los constantemente, participar de suas vidas e adaptar às nossas vidas às deles. (Cláudio Nunes Horácio).

    Muitas mulheres não percebem que podem ter problemas com a convivência masculina. As que conseguem perceber qualquer problema com a convivência masculina podem desenvolver comportamentos violentos ou comportamento ansioso.

    Muitas tentam superar esta dificuldade no relacionamento fóbico com o macho tentando transformar o macho em uma simulação feminina. Geralmente tem uma imagem do macho totalmente oposta a imagem feminina, portanto, plausível de ser modelada e transformada em algo mais assimilável ao jeito feminino de ser. Assim estas dedicadas transfomadoras veem o macho como algo a ser trabalhado, lapidado e transformado em sua versão malcheirosa, cheia de espinhos no rosto, peluda, bruta, malvestida, barulhenta, áspera, grosseira, indelicada, insensível, desatenta, assim sonham em transformar o macho numa espécie de bambi doméstico para o seu desfrute, às vezes sem combinar isso antes, durante e depois do início da operação de transformação.

    Os papéis sociais que formam a categoria gênero, (e não são estanques), foram sendo construídos e reconstruídos de acordo com o contexto histórico, assim como os papéis do jovem / velho, pais / filhos, aluno / professor, marido / esposa, namorado / namorada, acho que já percebeu onde quero chegar, né… Papéis sociais refletem uma época, uma geografia, a trajetória histórica de uma comunidade, por isso as revoluções / reformas dos papéis são quase que obrigatórias e desejadas pelo inconsciente coletivo, (desculpe a aula de Sociologia), para quem não acredita nisso, serve a um necessário processo evolutivo inelutável.

    Papéis sociais são expectativas de comportamento da sociedade. Podem ser contraditórios, cooperativos, reforçados, criminalizados, reprimidos, reconstruídos, coercitivos, censuardos, reprovados socialmente, mas fazem parte do estatuto de pertencimento aos grupos e classes sociais, onde o indivíduo multifiliado pode e deve pertencer a diversificados grupos simultaneamente, e ter de prestar lealdade a cada um dos grupos e classes sociais em função destes papéis sociais, muitas vezes ocultando conflitos pessoais e alterando o seu comportamento em função destas lealdades primárias.

    Ninguém nasce feminino ou masculino. Esta condição de gênero, ou comportamento social é o resultado do treinamento obrigatório do estatuto social imanente ao estatuto de pertencimento à sociedade; este treinamento básico define o status social do indivíduo e a sua aceitação no grupo e na sociedade.

    Se voce é mulher e não gosta do jeito masculino, tenho uma péssima notícia para voce: a culpa não é masculina. Voce nasceu assim ou em algum momento de sua vida voce foi afastada da convivência com o sexo masculino, a figura do pai ausente está deixando uma lacuna em seu modelo de masculinidade afetiva, ou pode ter sido pior: voce provavelmente sofreu violência sexual masculina e isto é a pior de todas as experiências na vida de uma pessoa.

    Muitas gerações têm sido gestadas em série de famílias onde o pai fica ausente durante todo o ciclo de desenvolvimento dos infantes, isto significa que a única imagem e modelo destes filhos é o da mãe que substitui o pai ausente. Esta circunstância em algumas regiões do Brasil é tão frequente que as meninas desenvolvem um instinto de aversão e comportamento extremamente agressivo com os seus futuros parceiros porque já está introjetada na cultura que a mulher deve ser sempre o único referencial de uma família.

    O matriarcado está em alguns casos implantado em mais de cinco gerações sem sofrer descontinuidade, o que seria para alguns um problema, passa a ser um estilo de vida.
    “Paraíba masculina muié macho sim-senhor” de Luiz Gonzaga parece ser uma profecia que se autorrealizou nas cidades pequenas principalmente do Nordeste do Brasil, e em todas as favelas dos centros urbanos onde grassa a miséria e a pobreza. Em Brasília hove um tempo em que durante a campanha de erradicação das favelas, aqui chamadas invasões -(CEI daí o nome da maior cidade do Distrito Federal se chamar CEIlândia), os títulos de propriedades das casas e lotes distribuídos aos favelados serem nominais às mulheres e não ao casal ou ao marido.

    A Lei Maria da Penha, as Delegacias especializadas no atendimento à mulher são paliativos que tangenciam o problema sem resolvê-lo, qual seja: a ausência do pai em muitas gerações cultivou uma enorme aversão ao masculino nas camadas sociais pobres do Brasil, criando um hiato entre os homens e as mulheres, e este comportamento tende a ser reforçado por medidas punitivas.

    Mulheres mais fortes e protegidas dos homens ao invés da reconciliação dos pais com os filhos levam ao agravamento da síndrome da viúva-negra e da androfobia.

    Esta será a quadricentésima vez que leio um manifesto feminista e reproduzo este excerto sem ainda lograr uma refutação a altura! Aqui vai:

    “Bem que eu exultaria em concordar que a mulher chegou lá!

    Adoro torcer pelos oprimidos, até por solidariedade mecânica, pois sou negro e sei o que é isso.

    Os politicamente inocentes criaram um falso clima de que a mulher finalmente chegou lá!

    Quem dera que fosse verdade!

    Nós os negros e as mulheres temos uma enorme caminhada a percorrer para provarmos a nossa competência diante da dianteira do homem branco ocidental.

    Os homens criaram praticamente tudo que existe na vida moderna sem permitir a menor participação feminina, pois criaram, entre outras coisas: Submarino; Navio a vapor Aviões Automóveis Computador Sistemas Operacionais digitalizados e analógicos para dispositivos computadorizados Helicópteros hélice Geradores elétricos Solda Elétrica Caneta esferográfica Máquina de lavar roupa Secadores de cabelo Chapinha elétria de cerámica Microprocessadores de semicondutor.

    Inventaram, descobriram a Física, Química Matemática Geografia Filosofia Psicologia Medicina Antropologia Sociologia Astronáutica Astrologia Engenharias e enfim, não deixaram quase nada para as mulheres descobrirem ou inventarem.

    Este fato deixou as mulheres em uma situação tal que as mesmas encontram-se sem condições de provarem as suas qualidades intelectuais por total ausência de qualquer oportunidade deixada pelos machos.

    Não existe nenhum fato histórico comprovando a teoria de que o homem oprimiu historicamente a mulher deixando-a neste estado de total submissão e desimportância tal que precisou de um movimento internacional de libertação e liberalização.
    Seria uma conspiração machista transnacional e intertemporal em uma época em que os continentes nem se imaginavam as existências uns dos outros, nas eras de pré colonização (pré-colombiana) e pré descobrimentos das Índias, Américas e África; quanto devaneio..!

    Mulheres sensatas não culpam os homens por uma situação de opressão machista.
    Pergunte-se: porque somente agora as mulheres se descobriram oprimidas pelo machismo?
    Pergunte-se se existe algum fato na História da humanidade que comprove que o machismo existiu?
    Há duzentos anos passados a sobrevivência da espécie humana esteve dividida entre o macho e a fêmea humanos.

    A fêmea cuidava da prole e da subsistência doméstica e o macho caçava, lutava, trabalhava com as ferramentas que ele mesmo elaborava.
    O trabalho era tão penoso que a humanidade vivia escravizando povos mais desorganizados e civilizações menos providas para explorar as poucas fontes de energia disponíveis.
    Desde muitos milênios cortando árvores, quebrando pedras, arrastando e empilhando massas, o macho inventou as máquinas para ajudá-lo a trabalhar.
    Foi somente com a descoberta pelo macho da eletricidade, da roda, do parafuso, do plano inclinado, da alavanca, da roldana, do machado, da Geometria, da Química que foi possível substituir o trabalho escravo pelo trabalho das máquinas.
    Então a Inglaterra que fez a Revolução Industrial foi a primeira a combater a escravidão humana para espalhar as suas máquinas a vapor pelo mundo.
    Onde esteva a mulher todo este tempo, em que as guerras eram travadas olho-a-olho enfiando a espada e a lança no ventre do inimigo e carregando o mundo nas costas e no lombo dos animais?
    Respondo: sendo exploradas pelo machismo, em casa, cuidando dos filhos e da alimentação enquanto o macho opressor carregava o mundo com suor e sangue.
    O trabalho humano mudou muito hoje.

    Não existe a dependência da força bruta humana, as máquinas fazem quase tudo.
    É este mundo que as feministas reivindicam.

    Um mundinho sem trabalho braçal.
    Para justificar a sua histórica lerdeza e completo alheiamento da história da civilização a mulher vem culpar o macho por não ter participado deste progresso.
    A mulher foi durante milhões de anos privilegiada sendo poupada de todo o labor árduo e perigoso, foi protegida e sustentado pelo trabalho masculino pesado.
    Agora que o trabalho humano é atrás de uma máquina ou computador, quando até um paraplégico consegue dirigir uma carreta, um navio, um avião a mulher se apresenta toda faceira arrogando a sua condição de igualdade ignorando que o macho nunca foi nem será o seu algoz.
    Exigimos pedidos de desculpas às feministas, por essa falsa acusação.
    O Machões.

    http://professorrobertorocha.blogspot.com.br/2013/06/a-invencao-da-sociedade-humana-pela.html
    http://professorrobertorocha.blogspot.com/2011/08/feminismo-ou-feminizmo.html

  2. Mulher nunca sofreu, esse é o mito mais comum..
    Trabalhar era coisa de escravos, para isso a mulher inventou o macho e o machismo. Para induzí-lo a enfrentar os inimigos com espada e lança olho-no-olho, fazer as ferramentas e caçar enquanto a mulher ficava com a prole miúda! Que graça tem isso?
    Antes da Revolução Industrial em 1850 TODO trabalho era puramente braçal, não como hoje onde se trabalha atrás de um computador onde um trator ou um navio são dirigidos até por um tetraplégico então o mundinho do trabalho se tornou interessante para as mulheres reivindicá-lo, por que não o fizeram antes?
    Não me digam que o homem é o culpado, ao invés de ajudar apenas vai consagrar a idéia de que a mulher era mesmo inferior, o que eu não acredito!
    O macho inventou/criou todas as ciências (Matemática, Física, Filosofia, Química, Engenharia) e a mulher a tudo assistiu comodamente até que passou a ser interessante para ela participar do protagonismo machista, mas por hábito, continua fugindo das áreas consideradas “duras” com as engenharias, as corridas de Fórmula-1, motocross, Surf, então quem as impedem disso hoje?

  3. Mulher nunca sofreu, esse é o mito mais comum..
    Trabalhar era coisa de escravos, para isso a mulher inventou o macho e o machismo. Induzir o machoa a enfrentar os inimigos com espada e lança olho-no-olho, fazer as ferramentas e caçar enquanto a mulher ficava com a prole miúda! Que graça tem isso?
    Antes da Revolução Industrial em 1850 TODO trabalho era puramente braçal, não como hoje onde se trabalha atrás de um computador onde um trator ou um navio são dirigidos até por um tetraplégico então o mundinho do trabalho se tornou interessante para as mulheres reivindicá-lo, por que não o fizeram antes?
    Não me digam que o homem é o culpado, ao invés de ajudar apenas vai consagrar a idéia de que a mulher era mesmo inferior, o que eu não acredito!
    O macho inventou/criou todas as ciências (Matemática, Física, Filosofia, Química, Engenharia) e a mulher a tudo assistiu comodamente até que passou a ser interessante para ela participar do protagonismo machista, mas por hábito, continua fugindo das áreas consideradas “duras” com as engenharias, as corridas de Fórmula-1, motocross, Surf, então quem as impedem disso hoje?

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