Homo problematicus

Por Daniel Vasconcelos

Vivemos em uma sociedade problemática. Mas, quando afirmo isso, não me refiro às contradições das estruturas e das relações sociais formadas da complexa teia da história. Deixo isso aos marxistas. Quando digo uma sociedade problemática, visualizo uma característica pertinente da forma com que as sociedades influenciadas pela cultura ocidental conduzem ou são conduzidas por seus problemas. Em outras palavras, vejo nas sociedades contemporâneas a necessidade de produzir e gestar problemas para se criar, pelo menos simbolizar, um ciclo de “prosperidade”. Longe de um pessimismo que se aproxime a Nietzsche, pretendo observar algumas implicações do problema na sociedade e que, a meu ver, influi sobre a esfera privada práticas cotidianas marcadas por ciclos de produção e gestão de problemas. Uma espécie de ethos específico dessas sociedades pode então ser identificado, um ethos que confere, ao mesmo tempo, sentido à existência de problemas e, a este, uma carga considerável de produção de sentido na vida.

O problema é, então, considerado uma característica fundamental das sociedades contemporâneas ocidentais. Está absorto em práticas sociais e em estruturas funcionais. O problema é capaz de delinear contornos do pensamento, expandindo ou constrangendo limites. Problemas são gerais, universais. Existem em qualquer âmbito, sob qualquer circunstância. E, por isso, devem ser considerados por uma ótica razoável, assim como o suicídio o foi para Durkheim. Aliás, nesse aspecto, até identifico uma similaridade entre a guerra da visão sociológica de Durkheim e a construção de ciclos de problemas. Assim como a guerra era um forte componente para produção de sentido nas pessoas, creio que os problemas também podem ser considerações como respostas atuais à anomia social – mas demonstrarei que isso não encerra tudo. Isso acaba por revelar a necessidade de se excluir uma visão maniqueísta ingênua sobre o problema. Problemas são, a meu ver, no mínimo, fatos sociais das sociedades contemporâneas ocidentais e, pois, merecem certa atenção.

A estruturação da sociedade capitalista é um bom exemplo que representa os ciclos de produção e gestão de problemas. É um fato que toda a estrutura capitalista funcione de tal maneira. Como bem disse Fernando Gabeira certa vez, o capitalismo tem a força de incorporar seus próprios problemas e redimensioná-los para sua própria prosperidade. Sem problemas, sem crises, sem contradições, o capitalismo não funcionaria. Faz parte do seu modo de ser. O problema ambiental é um dos mais atuais dos problemas que podemos citar. Diversos grupos percebem o quão danoso o capitalismo vêm sendo para o meio ambiente nos últimos séculos. Porém, ao invés de essa crítica constante contra o capitalismo impor maiores dificuldades ao seu funcionamento, ela é utilizada para expandir sua zona de influência. Muitas empresas já lucram milhões com “proteção ambiental”, lobby, marketing ambiental, etc. Enfim, um problema que fora gestado e reutilizado como instrumento de prosperidade.

Os problemas não significam, como adverti no início do texto, somente um “problema”. Aliás, quando Fernando Gabeira critica o capitalismo e trata sobre uma vida alternativa, ele nada mais está fazendo do que utilizando o problema capitalismo para gestar uma solução qualquer. Mas, o mais interessante quando observo o pensamento de Gabeira sobre a vida alternativa é que ela, em momento algum, significa uma extinção dos problemas. Mesmo uma “vida alternativa” para a sociedade ocidental permanece sustentada nos ciclos de problemas. Pois estar atento às práticas que agridem o meio ambiente bem como procurar sempre conjugar soluções com o menor dano social possível não fará de mim nada além de um exímio problemático. De qualquer forma, são práticas que me concedem certo sentido para a vida.

A Ciência, se pararmos para pensar, também se sustenta e se movimenta por problemas. Se Einstein não identificasse problemas na forma como a física moderna se estruturava, suas inovações com a física quântica não fariam sentido. Se Merton não identificasse os problemas sociais sobre a pobreza e a violência, suas contribuições sociológicas em criminologia seriam vazias. A Ciência necessita de problemas para se inovar. Assim como os demais exemplos acima, a produção de sentido por essas práticas e estruturas características do ocidente provém da identificação de problemas específicos.

A ideia de se pensar o problema a partir de uma ótica sociológica isolada não me satisfaz, entretanto. Encarar os problemas como fatos sociais que produzem sentido ainda me pareceu pouco explicativo. Problemas são também o resultado do processamento de informações pelo nosso cérebro ao identificar determinado aspecto da realidade como tal. Portanto, os problemas não somente produzem sentido, mas sua existência faz sentido para nossa própria existência. Os problemas são produções ao mesmo tempo derivadas das relações sociais e do processamento de informação pela nossa consciência. Então, apesar de termos muitos problemas em comum, a identificação de um problema certamente parte de um processamento individual da consciência, o que torna a experiência específica de acordo com as circunstâncias específicas.

Isso tudo significa que estamos intrinsecamente relacionados com a identificação de problemas. Nossa formação cultural implica uma produção de problemas e isso parece ser conjugável com o processamento de informações pela nossa consciência. O trânsito para o trabalho, a vida amorosa, pendências na escola, um móvel estragado, o mato crescendo no quintal, a janela aberta com o sol batendo enquanto dorme, tudo pode ser identificável como problema que exige superação. A esse respeito, considero impossível pensarmos uma “vida alternativa” à nossa formação. Os problemas fazem sentido para nossas vidas.
Se fossemos viver sem problemas, como um hobbit exemplar na obra de ficção de Tolkien, precisaríamos mais do que viver em um calmo e harmonioso ambiente, onde nossas ocupações não traduzem frações de tempo. Precisaríamos alterar nossas próprias consciências pois, presumo, acabaríamos por considerar uma vida vazia e retrocederíamos aos nossos problemas cotidianos. De volta à “realidade” isso não está tão distante assim. Consegue se imaginar como um monge budista, isolado no cume de uma montanha qualquer, apenas apreciando a beleza da vida, em busca do seu nirvana? Com certeza, arrumaria pela menos um problema para tratar todos os dias, respeitando seu ethos problemático.

Minha principal ideia com esse texto foi tentar investigar porque os problemas estão sempre presentes nas nossas vidas. Todos os âmbitos de nossas vidas são interferidos por problemas. Seja no conhecimento, na economia, ou mesmo em práticas corriqueiras. Tudo funciona com ciclos de produção e gestão de problemas. Os problemas fazem sentido em existir para nós, não só porque produzem sentido em nossas vidas, mas porque os aspectos da realidade são processados por nossas consciências por diferentes maneiras. Seria impossível, para nós, pertencentes a essa sociedade em específico, vivermos sem que nossa consciência identifique ao menos um aspecto que não se conforma com os padrões de processamento que ela considera razoável. O que fazer então? Se sempre teremos problemas, o que podemos mudar é a forma como nos comportamos diante deles. Qual seria esse comportamento? Isso é um problema…

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3 comentários em “Homo problematicus

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  1. Nunca cogitei um pensamento desse ângulo. Esses “problemas” são realmente os focos que nos levam a existir, a agir da forma que agimos. Não apenas do capitalismo ou da humanidade, vejo esses pontos como algo de qualquer realidade. Um mundo perfeito e harmonioso não instigaria as pessoas, os animais, a buscarem algo diferente, a encontrarem o que os objetiva a seguir com suas existências. O problema nada mais é do que a nossa força de vontade, vontade de viver e existir nessa realidade da qual nada temos certeza.

  2. Roberto da Silva Rocha, professor universitário e cientista político

    Estamos chegando lá. O inferno está dominando o paraíso terrestre em nome do politicamente correto.

    Quem tem mais de 30 anos de idade sabe do que estou falando. Misturam expectativas e crenças com informações pseudocientíficas.

    Pseudocientificismo é uma área que rejeita qualquer tipo de controle metodológico da Ciência.

    Desde que Karl Popper criticou os métodos científicos dedutivistas, indutivistas e reducionistas, a metodologia científica deu soluços e cambalhotas no ar até cair no total alvoroço da fase de transição onde o velho não morreu para dar lugar ao novo que não foi recebido na cidade científica. É o limbo do conhecimento interparadigmático.

    Acontece que Karl Popper afirmou em seu tópico de refutacionismo que qualquer conhecimento ou teoria pode ser provada e validada, basta procurar os elementos probatórios e comprobatórios adequados, dados e fatos que os comprovem, e isto é muito fácil para aquele tipo de pesquisador imediatista e determinista.

    Inconformado com este rumo, Karl propôs que toda teoria precisa passar pelo teste da refutabilidade, isto significa que toda teoria deverá falhar em algum momento de seu teste de afirmação. Se isto não acontecer é porque acontecerá em um futuro certo.

    Assim ficou assentado que todo conhecimento é precário e transitório, a única coisa definitiva em Ciência é a mudança.

    Tudo é válido até que uma nova informação torne a informação corrente obsoleta, pois é assim: de revolução em revolução caminha o conhecimento científico.

    Mas, os seres humanos não gostam de insegurança, principalmente os profissionais do jornalismo.

    Quem disse que o lugar da Ciência é um lugar seguro? Tudo o que é sólido desmancha no ar (Proudhom).

    Quem quiser encontrar as certezas que as procure na religião, Ciência é o lugar-mor dos questionamentos e das refutações.

    Dito isto, não se pode conformar-se com as expectativas criadas ao longo das mais de cinco décadas onde vem aumentando a quantidade de produtos e circunstâncias que se colocam para as pessoas se aconselharem sobre o que poderia ser nocivo para a saúde de cada um.

    Cada vez surge um inimigo mortal da saúde humana, como se fosse a verdade única e indiscutível, sem considerar as variantes fisiológicas e circunstanciais que individualizam e personalizam as necessidades e características étnicas, etárias, de gênero, de região geográfica, de clima, de saúde, enfim, tentam sempre criar uma panacéia como se a medicina não fosse casuística, assim, via os meios de comunicação de massa se fornecem diagnósticos coletivos indiscriminadamente, a granel como se os médicos pudessem atender aos paciente em grupo.

    Estes alertadores de plantão então disseminam conselhos e advertências alarmando a população contra virtuais perigos mortais e que certamente irão acautelá-las de males que certamente advirão caso não se abstenham de práticas, produtos, substâncias, eventos e comportamentos altamente prejudiciais à saúde, tudo isto respaldado na velha Ciência, para calar a refutação advinda de qualquer lado.

    Assim vimos serem imoladas no altar da proibição coisas como o tomate, que, segundo os navegadores da Era Colombiana, eram proibidos de ingeri-lo por causa do veneno que ela trazia. É óbvio que o tomate muito tempo depois virou o principal produto de tempero levado das Américas para a Europa pelos próprios navegadores que colonizaram as Américas.

    Mas, não envergonhados pelo vexame, os mesmos europeus, agora devidamente respaldados pelo conhecimento científico, voltam sempre à estas paragens para nos advertir dos perigos escondidos na natureza.

    Foi assim com o sal, este produto natural, composto de Cloreto de Sódio e Potássio. Um veneno mortal para destruir a saúde. Mas, não é somente o sal, há também o perigo da carne vermelha. O sal, além de matar os peixes do mar de pressão alta, há também o perigo da carne vermelha a envenenar os animais carnívoros, os quais precisam mudar a sua dieta imediatamente: imagine um felino como o leão comendo folhas verdejantes junto com um elefante!

    Mas não ficamos aí. Há o perigo da carne de churrasco. Quantos produtos nocivos se formam sob a fumaça do carvão ardendo em brasa, quantas substâncias tóxicas ficam ali ativas prontas para nos envenenar. O rei Sol, com todo o seu resplendor, quem diria, que com exceção dos materiais radioativos, se constitui a única fonte primária e secundária de toda a energia que recebemos e consumimos na nossa pequena rocha, a Terra, pois não é que o sol pode nos matar com a sua radiação letal, segundo os alarmistas pseudocientíficos!

    Ainda não terminamos a lista. Há os produtos artificiais, como a gordura trans, os produtos transgênicos, os refrigerantes, as bebidas alcoólicas, a lista é acrescida de coisas cada vez mais estranhas à verdadeira Ciência, assim, acrescentamos as frituras, o ovo, o cigarro, que na forma de fumo era há pouco tempo depois da Era dos Descobrimentos indicado para a cura de resfriado e da pneumonia e asma, pasmem, aliás, tudo que os indígenas faziam e consumiam virou sagrado.

    A norma desta tribo é que tudo que vem da natureza intocada pelo homem é bom e saudável. Assim os remédios recomendados são a ingestão de muita água, ah!, este preciosos líquido, uma mistura composta de hidrogênio e Oxigênio, altamente oxidante, é o remédio para todos os males conhecidos e desconhecidos pelos magos da saúde total; as caminhadas e as corridas, e qualquer tipo de atividade física ao ar livre é altamente benéfica para os humanos em geral.

    Assim, as posologias e indicações vão tomando ares cada vez mais românticos passando ao largo da Ciência interparadigmática proposta por Karl Popper, e vão preconizando um mundinho natureba cheio de coisas sãs que no futuro serão trocadas por outras listas de proibições e de recomendações.

    Já foi a época em que alguns produtos naturais eram reconhecidamente milagrosos como o confrei, este pequeno e poderoso anticoagulante era indicado para tudo, assim como o mel-de-abelhas, quantos milagres ele seria capaz de produzir se ingerido em quantidades cada vez maiores, assim como o foi a vez do espinafre, foi a vez do açaí, foi a vez dos brócolis, foi a vez da pimenta, assim a natureza além de nos alimentar nos enchia de esperanças de vida eterna, senão muito longa, se nos abstivéssemos dos remédios alopáticos, estes juntamente com as cirurgias invasivas, verdadeiros perigos para a saúde e sobrevivência humana.

    Tratamentos alternativos surgiram aos borbotões, alguns mais antigos que a civilização: acupuntura, cromoterapia, palhaçoterapia, massagem aiurvédica, pajelanças, caldos e garrafadas, enfim sonhar é melhor que viver a realidade, e no desespero qualquer corda é a corda da salvação para nos agarrarmos.

    A última instância destas crendices é a crença de que a natureza corre enorme perigo devido aos fatores de interferência humana-ambiental ligados à destruição da camada de ozônio. Até que, para a frustração dos naturologistas, algum cientista refutou a tese dos aerosóis de freon e culpou o arroto dos bovinos pela maior parte da destruição desta camada atmosférica de proteção da radiação ultravioleta cósmica(com pode vir alguma coisa hostil dos céus-espaço sideral?).

    Como seria bom para eles que fossem os humanos os culpados pela destruição da camada de ozônio, pois a natureza em sua sabedoria deveria nos proteger, segundo esta crença.

    Talvez não tenham imaginado que a natureza não tenha consciência alguma nem de moralidade nem de amoralidade, nem de mal ou de bem.

    Estamos nos tempos de uma velha religião chamada pensamento-único iniciada com a globalização e com o neoliberalismo, onde é proibido a divergência e a pluralidade. Não existe o multiculturalismo nem a tolerância contra a verdade original. Sãos os apóstolos e profetas do vale-tudo, não querem regras nem normas, nada de olhar o passado e a História. Eles estão querendo reinventar o velho como se fosse o novo. Quem não estuda Filosofia comete e repete os mesmos erros. Por que não existe nada de novo para a Filosofia já faz 2000 anos…Entramos na era da intolerância, do pensamento-único, da patrulha-ideológica do politicamente-correto, do preconceito do preconceito, dos chatos de todo gênero, ecochatos, homochatos, politochatos, pedochatos. Ô rebeldes sem causa, deixe-nos em paz! Não há mais revolução sexual a fazer, nem viradas políticas, nada a conquistar ou a desbravar, acabou-se a era das causas importantes para a humanidade, somente restaram os chatos….Rebeldes tardios!

    Mais um adjetivo da novilíngua para adicionar ao meu sobrenome: depois de machão, chauvinista, homofóbico, agora junta-se sexista; que tal intelectual, também! Sem querer abusar da vossa tolerante concessão…. O mundo está emburrecendo com o politicamente-correto. As empregadas domésticas tem vergonha do nome da profissão; os crioulos, com eu, agora são chamados afro-não-sei-o-que; os pobres são despossuídos ou excluídos, e assim, mudando os nomes das coisas elas começaram a melhorar para os miseráveis, na concepção moderna de direitos políticos-sociais, assim, o delinquente menor é apreendido para a socioeducação, ao invés da prisão, e por aí vai. Excluam-me dessa hipocrisia, pois eu não gosto de eufemismos, metáforas e metonímias. Prefiro o verbo, mesmo. Papo-reto. Sem frescuras.

    http://professorrobertorocha.blogspot.com/2011/07/roberto-da-silva-rocha-professor.html#!/2011/07/roberto-da-silva-rocha-professor.html

    Colesterol não é o Inimigo que você foi induzido a crer â 01/06/2011

    Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!

    Por Dr. Lundell Dwight, MD

    Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado…

    Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como “formadores de opinião.” Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.

    A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.

    Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados.

    As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.

    Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.

    Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.

    A inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.

    Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.

    Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.

    Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados ââ(açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados.

    Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflama tório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.

    Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.

    Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados ââcom óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.

    Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?

    Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.

    Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.

    O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.

    Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum – inflamação em suas artérias.

    Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados ââsão fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial – e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula – deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.

    Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.

    Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.

    Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.

    Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados ââque são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim..As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poli-insaturados rotulados como supostamente saudáveis.

    Esqueça a “ciência” que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.

    A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.

    A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.

    O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.

    O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios).

    [Ed. Nota: Dr. Dwight Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de “A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol”

  3. Acho que poderíamos concatenar os dois textos pois se combinam e se complementam, que acha?
    Estamos chegando lá. O inferno está dominando o paraíso terrestre em nome do politicamente correto.

    Quem tem mais de 30 anos de idade sabe do que estou falando. Misturam expectativas e crenças com informações pseudocientíficas.

    Pseudocientificismo é uma área que rejeita qualquer tipo de controle metodológico da Ciência.

    Desde que Karl Popper criticou os métodos científicos dedutivistas, indutivistas e reducionistas, a metodologia científica deu soluços e cambalhotas no ar até cair no total alvoroço da fase de transição onde o velho não morreu para dar lugar ao novo que não foi recebido na cidade científica. É o limbo do conhecimento interparadigmático.

    Acontece que Karl Popper afirmou em seu tópico de refutacionismo que qualquer conhecimento ou teoria pode ser provada e validada, basta procurar os elementos probatórios e comprobatórios adequados, dados e fatos que os comprovem, e isto é muito fácil para aquele tipo de pesquisador imediatista e determinista.

    Inconformado com este rumo, Karl propôs que toda teoria precisa passar pelo teste da refutabilidade, isto significa que toda teoria deverá falhar em algum momento de seu teste de afirmação. Se isto não acontecer é porque acontecerá em um futuro certo.

    Assim ficou assentado que todo conhecimento é precário e transitório, a única coisa definitiva em Ciência é a mudança.

    Tudo é válido até que uma nova informação torne a informação corrente obsoleta, pois é assim: de revolução em revolução caminha o conhecimento científico.

    Mas, os seres humanos não gostam de insegurança, principalmente os profissionais do jornalismo.

    Quem disse que o lugar da Ciência é um lugar seguro? Tudo o que é sólido desmancha no ar (Proudhom).

    Quem quiser encontrar as certezas que as procure na religião, Ciência é o lugar-mor dos questionamentos e das refutações.

    Dito isto, não se pode conformar-se com as expectativas criadas ao longo das mais de cinco décadas onde vem aumentando a quantidade de produtos e circunstâncias que se colocam para as pessoas se aconselharem sobre o que poderia ser nocivo para a saúde de cada um.

    Cada vez surge um inimigo mortal da saúde humana, como se fosse a verdade única e indiscutível, sem considerar as variantes fisiológicas e circunstanciais que individualizam e personalizam as necessidades e características étnicas, etárias, de gênero, de região geográfica, de clima, de saúde, enfim, tentam sempre criar uma panacéia como se a medicina não fosse casuística, assim, via os meios de comunicação de massa se fornecem diagnósticos coletivos indiscriminadamente, a granel como se os médicos pudessem atender aos paciente em grupo.

    Estes alertadores de plantão então disseminam conselhos e advertências alarmando a população contra virtuais perigos mortais e que certamente irão acautelá-las de males que certamente advirão caso não se abstenham de práticas, produtos, substâncias, eventos e comportamentos altamente prejudiciais à saúde, tudo isto respaldado na velha Ciência, para calar a refutação advinda de qualquer lado.

    Assim vimos serem imoladas no altar da proibição coisas como o tomate, que, segundo os navegadores da Era Colombiana, eram proibidos de ingeri-lo por causa do veneno que ela trazia. É óbvio que o tomate muito tempo depois virou o principal produto de tempero levado das Américas para a Europa pelos próprios navegadores que colonizaram as Américas.

    Mas, não envergonhados pelo vexame, os mesmos europeus, agora devidamente respaldados pelo conhecimento científico, voltam sempre à estas paragens para nos advertir dos perigos escondidos na natureza.

    Foi assim com o sal, este produto natural, composto de Cloreto de Sódio e Potássio. Um veneno mortal para destruir a saúde. Mas, não é somente o sal, há também o perigo da carne vermelha. O sal, além de matar os peixes do mar de pressão alta, há também o perigo da carne vermelha a envenenar os animais carnívoros, os quais precisam mudar a sua dieta imediatamente: imagine um felino como o leão comendo folhas verdejantes junto com um elefante!

    Mas não ficamos aí. Há o perigo da carne de churrasco. Quantos produtos nocivos se formam sob a fumaça do carvão ardendo em brasa, quantas substâncias tóxicas ficam ali ativas prontas para nos envenenar. O rei Sol, com todo o seu resplendor, quem diria, que com exceção dos materiais radioativos, se constitui a única fonte primária e secundária de toda a energia que recebemos e consumimos na nossa pequena rocha, a Terra, pois não é que o sol pode nos matar com a sua radiação letal, segundo os alarmistas pseudocientíficos!

    Ainda não terminamos a lista. Há os produtos artificiais, como a gordura trans, os produtos transgênicos, os refrigerantes, as bebidas alcoólicas, a lista é acrescida de coisas cada vez mais estranhas à verdadeira Ciência, assim, acrescentamos as frituras, o ovo, o cigarro, que na forma de fumo era há pouco tempo depois da Era dos Descobrimentos indicado para a cura de resfriado e da pneumonia e asma, pasmem, aliás, tudo que os indígenas faziam e consumiam virou sagrado.

    A norma desta tribo é que tudo que vem da natureza intocada pelo homem é bom e saudável. Assim os remédios recomendados são a ingestão de muita água, ah!, este preciosos líquido, uma mistura composta de hidrogênio e Oxigênio, altamente oxidante, é o remédio para todos os males conhecidos e desconhecidos pelos magos da saúde total; as caminhadas e as corridas, e qualquer tipo de atividade física ao ar livre é altamente benéfica para os humanos em geral.

    Assim, as posologias e indicações vão tomando ares cada vez mais românticos passando ao largo da Ciência interparadigmática proposta por Karl Popper, e vão preconizando um mundinho natureba cheio de coisas sãs que no futuro serão trocadas por outras listas de proibições e de recomendações.

    Já foi a época em que alguns produtos naturais eram reconhecidamente milagrosos como o confrei, este pequeno e poderoso anticoagulante era indicado para tudo, assim como o mel-de-abelhas, quantos milagres ele seria capaz de produzir se ingerido em quantidades cada vez maiores, assim como o foi a vez do espinafre, foi a vez do açaí, foi a vez dos brócolis, foi a vez da pimenta, assim a natureza além de nos alimentar nos enchia de esperanças de vida eterna, senão muito longa, se nos abstivéssemos dos remédios alopáticos, estes juntamente com as cirurgias invasivas, verdadeiros perigos para a saúde e sobrevivência humana.

    Tratamentos alternativos surgiram aos borbotões, alguns mais antigos que a civilização: acupuntura, cromoterapia, palhaçoterapia, massagem aiurvédica, pajelanças, caldos e garrafadas, enfim sonhar é melhor que viver a realidade, e no desespero qualquer corda é a corda da salvação para nos agarrarmos.

    A última instância destas crendices é a crença de que a natureza corre enorme perigo devido aos fatores de interferência humana-ambiental ligados à destruição da camada de ozônio. Até que, para a frustração dos naturologistas, algum cientista refutou a tese dos aerosóis de freon e culpou o arroto dos bovinos pela maior parte da destruição desta camada atmosférica de proteção da radiação ultravioleta cósmica(com pode vir alguma coisa hostil dos céus-espaço sideral?).

    Como seria bom para eles que fossem os humanos os culpados pela destruição da camada de ozônio, pois a natureza em sua sabedoria deveria nos proteger, segundo esta crença.

    Talvez não tenham imaginado que a natureza não tenha consciência alguma nem de moralidade nem de amoralidade, nem de mal ou de bem.

    Estamos nos tempos de uma velha religião chamada pensamento-único iniciada com a globalização e com o neoliberalismo, onde é proibido a divergência e a pluralidade. Não existe o multiculturalismo nem a tolerância contra a verdade original. Sãos os apóstolos e profetas do vale-tudo, não querem regras nem normas, nada de olhar o passado e a História. Eles estão querendo reinventar o velho como se fosse o novo. Quem não estuda Filosofia comete e repete os mesmos erros. Por que não existe nada de novo para a Filosofia já faz 2000 anos…Entramos na era da intolerância, do pensamento-único, da patrulha-ideológica do politicamente-correto, do preconceito do preconceito, dos chatos de todo gênero, ecochatos, homochatos, politochatos, pedochatos. Ô rebeldes sem causa, deixe-nos em paz! Não há mais revolução sexual a fazer, nem viradas políticas, nada a conquistar ou a desbravar, acabou-se a era das causas importantes para a humanidade, somente restaram os chatos….Rebeldes tardios!

    Mais um adjetivo da novilíngua para adicionar ao meu sobrenome: depois de machão, chauvinista, homofóbico, agora junta-se sexista; que tal intelectual, também! Sem querer abusar da vossa tolerante concessão…. O mundo está emburrecendo com o politicamente-correto. As empregadas domésticas tem vergonha do nome da profissão; os crioulos, com eu, agora são chamados afro-não-sei-o-que; os pobres são despossuídos ou excluídos, e assim, mudando os nomes das coisas elas começaram a melhorar para os miseráveis, na concepção moderna de direitos políticos-sociais, assim, o delinquente menor é apreendido para a socioeducação, ao invés da prisão, e por aí vai. Excluam-me dessa hipocrisia, pois eu não gosto de eufemismos, metáforas e metonímias. Prefiro o verbo, mesmo. Papo-reto. Sem frescuras.

    http://professorrobertorocha.blogspot.com/2011/07/roberto-da-silva-rocha-professor.html#!/2011/07/roberto-da-silva-rocha-professor.html

    Colesterol não é o Inimigo que você foi induzido a crer â 01/06/2011

    Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!

    Por Dr. Lundell Dwight, MD

    Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado…

    Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico.Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como “formadores de opinião.” Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.

    A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.

    Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados.

    As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.

    Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.

    Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.

    A inflamação não é complicada – é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.

    Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.

    Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.

    Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados ââ(açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados.

    Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflama tório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.

    Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.

    Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados ââcom óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.

    Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?

    Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.

    Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.

    O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.

    Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum – inflamação em suas artérias.

    Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados ââsão fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial – e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula – deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.

    Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.

    Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.

    Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.

    Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados ââque são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim..As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poli-insaturados rotulados como supostamente saudáveis.

    Esqueça a “ciência” que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.

    A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.

    A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.

    O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.

    O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios).

    [Ed. Nota: Dr. Dwight Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de “A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol”

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