Opinião: qual é a sua?

Todos nós temos opiniões sobre as coisas que nos rodeiam. Há pessoas que expressam aquilo que pensam de forma clara, objetiva, sem se prender ao receio do que os outros possam pensar. Outras pessoas, como eu, preferem guardar a maioria de suas opiniões para si, seja por timidez, por insegurança ou por desinteresse em deixar que o mundo saiba de seus pensamentos.

Nenhuma opinião é talhada em pedra. Mudamos nossos pensamentos constantemente e é essa mudança que proporciona nosso desenvolvimento como pessoa. O fato é que nossas idéias precisam ser “lapidadas” e, para isso, deixá-las trancadas não é uma boa opção. Precisamos arejar a cabeça com experiências, novas leituras, outras convivências. Principalmente, devemos nos abrir ao debate. Afinal, duas cabeças pensam melhor do que uma e diferentes pontos de vista constroem um bom panorama.

Tenho visto com freqüência nas relações cotidianas e também nas relações do mundo universitário algo que se aparenta a um debate, mas que efetivamente funciona como um embate, um duelo. Pessoas expressam suas opiniões, levantam suas bandeiras e outras pessoas, por discordarem ou simplesmente por não simpatizarem com o interlocutor, atacam aquilo que é dito. Não me refiro a um ataque construtivo, mas sim a um ataque grosseiro, passional, com argumentos vazios ou até mesmo ausente de argumentos, cujo objetivo é desqualificar o “oponente”, derrubá-lo. Diante de tamanha hostilidade, há quem desista do seu direito de se manifestar para evitar confusão.

imagem talita

Esse tipo de embate não constrói nada, pelo contrário. Ele serve apenas para alimentar o constrangimento e a irracionalidade. A discussão e a defesa de idéias não precisam ser como um jogo de soma zero, em que um dos lados tem de necessariamente perder. O debate deve ter como foco o desenvolvimento de idéias, a resolução de problemas, o entendimento de situações a que somos alheios. Haverá conflitos, inevitavelmente. Entretanto, estes conflitos terão um propósito além da briga teimosa, surda e cega. Serão idéias que se chocam mutuamente e se transformam, se aprimoram.

A verdade absoluta não existe. Nós, como seres humanos, estamos predestinados ao erro. Ser intolerante à opinião alheia é atribuir a si a perfeição que não existe, é condenar a fragilidade que faz parte de todos nós.

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2 comentários em “Opinião: qual é a sua?

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  1. Excelente texto. Apresenta de maneira direta e construtiva a temática. Opinião é algo que se deve ser respeito e debatido de maneira saudável.

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