DEBAIXO D’ÁGUA OU DENTRO DE UM SONHO: Vida, Mudança e Mandala em Barcelona*

Fui morar em Barcelona em 2008 para fazer a pesquisa sobre legitimidade e estado nacional (parte da minha tese) pouco antes do meu aniversário de 30 anos. No começo eu me sentia plâncton no meio de bichos aquáticos, plantas marinhas e jardins de coral. Depois fui me acostumando com paredes de renda e vidro colorido, bolhas, cacos de vidro, cerâmica e algas marinhas – algo totalmente diferente dos espaços abertos, das  cores claras, das retas horizontais e do céu imenso de Brasília.

Em geral, eu percorria a cidade por caminhos subterrâneos, e saía do metrô no meio de praças e ruas de nomes femininos, coisas delicadas, chãos de ladrilhos em forma de flor, desenhos curvilíneos. O Art Nouveau da cidade é cheio de formatos redondos e transparentes, que muitas vezes são fundos de garrafas de vidro. Algumas ruas tem nomes como Rua da Flor, Rua do Ouro, Rua da Virtude, Rua do Rubi, Condessa de Sombradiel. É um universo contemplativo e sutil em várias camadas, desde o império Romano até os tempos atuais. Para quem é da área de humanas, Barcelona é de uma riqueza além de nossas expectativas.

Nas calçadas do Passéig de Grácia, hexágonos no chão formam um tapete de sabonetes de glicerina azul. Quando eu estava lá, muitas vezes me sentia realmente embaixo d’água, em um ritmo aquático que transcende a Espanha, menos pela política, curiosamente, e mais pelo que parece ser um portal para o inconsciente coletivo, a imaginação e o mundo da alma.

Como nos sonhos, os habitantes do centro de Barcelona também são meio mágicos, parecem seres de florestas, fadas, bruxas, monstros, magos. Muitos tem dreadlocks e cabeças raspadas ao mesmo tempo (raspado na frente e dread atrás, coisa que meu primo Tambatajá, que mora em BCN, chama de “Chitãozinho-Dread”). São muitas tatuagens e piercings no meio das igrejas antigas e medievais. Os rostos que encontrei no centro da cidade têm as expressões mais fortes que já vi.

Como se fossem parte de um Leviatã bíblico sonhando na caverna, os sons da cidade parecem um monstro marinho que se remexe fazendo barulhos no fundo do mar. Músicas como Lucy in the Sky With Diamonds e Walk on the Wild Side (mesmo que originalmente homenageie NY) parecem ter sido feitas para  o Casco Antiguo cidade, que lembra sonhos psicodélicos com figuras boschianas. Os silêncios internos são sempre quebrados pelo barulho a qualquer hora do dia ou da noite no Bairro Gótico, onde resolvi morar em um quarto lilás com mandalas na parede e quadros de tinturas tibetanas, achando ingenuamente que ali conseguiria meditar e me concentrar na tese.

No começo foi ótimo, encontrei minhas amigas Palavra, Nota Musical e Lágrima no Liceu, conheci ao surreal Monastério Budista de Garraf, onde conheci o Buda da Medicina, de quem até hoje sou fã, e recebi dicas preciosas de Tese Online e as visitas amorosas de Flor de Estupa e Satori Oelek, mas logo percebi que Bairro Gótico e silêncio são duas coisas incompatíveis. Chegou um momento em que, no verão de mais de quarenta graus e com a geladeira estragada, comecei a perder o senso de convivência urbana e tinha fantasias de jogar todos os ovos que apodreciam no calor pela janela, para atingir turistas bêbados (geralmente ingleses, alemães, russos e nórdicos) que gritavam pelas ruas dia e noite sem parar.

Com esse calor todo e o barulho infernal, meu mundo aquático e transparente de Barcelona começou a turvar. Eu recitava o mantra do Buda da Medicina direto, para ver se melhorava o cenário, e comecei a ir todos os dias à Igreja Santa Maria Del Pi, onde San José Oriol** era sacerdote, para pedir a ele e ao Cristo ressuscitado para matar todas as baratas do apartamento onde eu morava e do Bairro Gótico de uma vez só e para sempre.

Não aconteceu exatamente isso, mas em pouco tempo me mudei do quarto lilás e fui morar com amigo brasileiros em um apartamento muito melhor e mais silencioso no Born, em um quarto branco com varanda e plantas em frente à Igreja Santa Maria del Mar (ponto emblemático da cultura catalã, onde a soberania foi perdida para Castela/Espanha e os catalãos nacionalistas – separatistas ou não – frequentemente faziam manifestações). Além do mais, era quase ao lado do Museu Picasso, que eu visitava frequentemente, e a amizade dos meus colocatários, a visita de São Jorge e Psique e os encontros com Corazón e Penelope D’Itália foram fundamentais para minha paz de espírito e minha tese. Serei sempre grata a esses amigos que me acolheram em momentos tensos.

Em meus últimos meses na cidade, fiquei no apartamento do meu primo Tambatajá, Sarasvati e Gota***, e de repente, eu estava dentro da minha família em plena Barcelona. Isso foi ótimo e meio surreal (como tudo na cidade, para ser bem sincera). Eles moravam em Sant Antoni, e lá o silêncio fez parte dos meus dias ainda mais.

Foi hospedada com eles que finalmente dei as aulas sobre o Brasil que estavam programadas no meu projeto de estágio-sanduíche. Como eu estava nervosa com essa história de dar aulas na Universidade de Barcelona com meu espanhol macarrônico, Tambatajá e Sarasvati foram muito legais e se ofereceram para ser minhas cobaias. Fizemos um ensaio antes da primeira aula, e eu tive medo deles acharem tudo uma loucura, já que os dois são físicos e a primeira aula era sobre Umbanda, mas acabou sendo divertido e deu tudo certo com a minha participação nas classes da minha orientadora espanhola, Collares.

Ao final da minha estadia em BCN, antes de partir para Salamanca, onde eu pesquisaria a questão do estado nacional ibérico em cenário castelhano, minha professora de religião comparada, Xamã do Ouro Vermelho, veio me visitar, e com ela comi minha primeira e única paella em Barcelona (eu sei que parece sacrilégio, mas paella é coisa de Valencia e o nacionalismo catalão acabou grudando um pouco em mim nesse sentido). O que eu comia direto era arroz negro, e o melhor de todos, que nunca vou me esquecer, foi com a equipe da minha orientadora brasileira quando eles visitaram a UB para cumprir o cronograma do projeto.

Por fim, minha despedida foi com Flor de Estupa na casa do Professor La Patum, que nos recebeu em um típico almoço catalão em Sabadell, e depois na Casa Batló, uma das minhas maiores paixões, pois segundo Gaudí, é uma casa feita para ser tocada, visando tratar objetos do mundo material e pessoas com o mesmo respeito.

E assim, me despedi da cidade chegando à conclusão que Barcelona consegue ser, ao mesmo tempo, assim como os seres humanos, mundo avernal e jardim de coral, vida e sonho, cor e sombra, pedra e flor.

Um texto de Paola Novaes Ramos, tutora do PET-POL.

* Este texto era inicialmente intercalado com ilustrações da cidade e seria parte de um livro ilustrado, mas decidi publicar as ilustrações com poucas legendas em um livro separado, e a parte escrita foi adaptada e se transformou neste texto para o Blog do PET-POL.

** Não sou católica, mas gosto de algumas coisas do Novo Testamento e de alguns santos. San José Oriol (1650-1702), conhecido como “Doutor Pão e Água”, foi um santo de Barcelona que, segundo relatos da Igreja, realizou muitos milagres de cura do corpo, da alma e das relações familiares, e em vida era responsável pela Igreja Santa Maria Del Pi, onde está um dos vitrais-mandala mais lindos do mundo.

*** Gota é a gata de estimação da Sarasvati.

Anúncios

13 comentários em “DEBAIXO D’ÁGUA OU DENTRO DE UM SONHO: Vida, Mudança e Mandala em Barcelona*

Adicione o seu

  1. Sem dúvida, é uma apaixonada pela vida! E quanta vida! Só aprecia o belo quem está preparado para percebê-lo.
    Tudo o que cai no âmbito da consciência ou da nossa cognição não passa de fenômenos subjetivos não submetidos à epochê de Husserl.
    Este estado de coisas superpostas tem muito a ver com a Fenomenologia. Tudo que é observado é modificado pela consciência de quem observa e é único, subjetivo enquanto fenômeno, é como se fosse uma visão particular do evento.
    Vc tema alma pura!

  2. Percepção cognitiva
    Leia sem enlouquecer, se puderes…

    O caso do gato de Schrödinger

    Ao observar a roda do automóvel em movimento de rotação, um observador estacionário em relação ao pneu não conseguiria ler o que está escrito na banda de rodagem externa. Com o auxílio de uma câmara de fotografia de alta velocidade do obturador ele poderia parar o tempo do pneu e ler o que está ali escrito, dependendo da velocidade do obturador da máquina fotográfica, sem borrão.
    Quando um observador abre a caixa, o seu tempo se entrelaça com tempo do gato, então, as opiniões dos observadores do gato sobre ele estar vivo ou morto são formadas e cada um deles não tem interação com o outro por que os relógios ainda não foram sincronizados.
    O mesmo mecanismo de incoerência quântica é também importante para a interpretação em termos das Histórias consistentes. São histórias com contagens de tempo diferentes entre si, até que os tempos se entrelacem.
    Apenas “gato morto” ou “gato vivo” pode ser parte de uma história consistente nessa interpretação de sincronismo, por que os eventos estão separados pelo tempo, e o observador apenas consegue um sincronismo: com o tempo do gato vivo ou com o tempo do gato morto.
    Tem-se uma fonte emissora de pares de elétrons, com um elétron enviado para o destino A, onde existe uma observadora chamada Alice, e outro enviado para o destino B, onde existe um observador chamado Bob. De acordo com a mecânica quântica, podemos arranjar nossa fonte de forma tal que cada par de elétrons emitido ocupe um estado quântico conhecido como spin singlet. Daí já podemos distinguir algumas situações quânticas de funções de onda, e na perspectiva temporal cada spin cada translação representa na função de onda um determinado relógio, dado pelo período de cada elétron, dado pela relação entre a frequência e o período, (t = 1/f)), logo teremos de sincronizar em algum momento da observação os tempos dos elétrons respectivos e autônomos, pois que ainda não interagiram com a observação.
    No momento da observação se dará o colapso temporal então da sincronização será verificado o estado dos spins de cada um.
    Isto pode ser visto como uma superposição quântica de dois estados; sejam eles I e II. No estado I, o elétron A tem spin apontado para cima ao longo do eixo z (+z) e o elétron B tem seu spin apontando para baixo ao longo do mesmo eixo (-z), dado pela disposição temporal de seus respectivos relógios.
    No estado II, o elétron A tem spin -z e o elétron B, +z. Portanto, é impossível associar qualquer um dos elétrons em um spin singlet, com um estado definido de spin. Os elétrons estão, portanto, no chamado entrelaçamento, dado pela sincronização temporal causada pelo efeito da observação.
    Alice mede neste momento o spin no eixo z. Ela pode obter duas possíveis respostas: +z ou -z. Suponha que ela obteve +z. De acordo com a mecânica quântica, o estado quântico do sistema colapsou temporalmente para o estado I. (Diferentes interpretações da mecânica quântica têm diferentes formas de dizer isto, mas o resultado básico é o mesmo).
    O estado quântico determina a probabilidade das respostas de qualquer medição realizada no sistema. Neste caso, se Bob a seguir medir o spin no eixo z, ele obterá -z com 100% de certeza. Similarmente, se Alice obtiver -z, Bob terá +z.
    Não há, certamente, nada de especial quanto à escolha do eixo z.
    Por exemplo, suponha que Alice e Bob agora decidam medir o spin no eixo x. De acordo com a mecânica quântica, o estado do spin singlet deve estar expresso igualmente bem como uma superposição dos estados temporais de spin orientados na direção x.
    Chamemos tais estados temporais de Ia e IIa. No estado de sincronismo temporal de Ia, o elétron de Alice tem o spin +x e o de Bob, -x.
    No estado temporal de IIa, o elétron de Alice tem spin -x e o de Bob, +x. Portanto, se Alice mede +x, o sistema colapsa temporalmente para Ia e Bob obterá -x. Por outro lado, se Alice medir -x, o sistema colapsa temporalmente para IIa e Bob obterá +x.
    Em mecânica quântica, o spin x e o spin z são “observáveis incompatíveis sem considera o sincronismo temporal com o observador temporal”, que significa que há um principio da incerteza de Heisenberg operando entre eles: um estado quântico não pode possuir um valor definido para ambas as variáveis sincronicamente.
    Suponha que Alice meça o spin z e obtenha +z, com o estado quântico colapsando temporalmente para o estado I. Agora, ao invés de medir o spin z também, suponha que Bob meça o spin x.
    De acordo com a mecânica quântica, quando o sistema está no estado temporal I, a medição do spin x de Bob terá uma probabilidade de 50% de produzir +x e 50% de -x.
    Além disso, é fundamentalmente impossível predizer qual resultado será obtido até o momento que Bob realize a medição.
    Incidentalmente, embora tenhamos usado o spin como exemplo, muitos tipos de quantidades físicas — que a mecânica quântica denomina como “observáveis” — podem ser usados para produzir entrelaçamento temporal quântico.
    1) A observação de qualquer estado está relacionada com a velocidade angular, vale dizer, da freqüência do observador em relação à freqüência do estado que está sendo observado, daí às várias possíveis interpretações divergentes de estados diferentes para o Gato de Schrödinger.
    2) O tempo não é o mesmo no universo. Cada partícula tem o seu próprio tempo, assim como os corpos extensos de quaisquer dimensões no cosmo.
    3) O tempo é uma propriedade particular e única para cada coordenada do universo. Depende apenas da equação T=1/F.
    4) Quanto mais lenta a partícula, maior o seu tempo, consequentemente, quanto mais rápido (maior a sua frequência) a partícula se move mais lento é o seu tempo, vale dizer, menor é o seu período.
    A perspectiva de observação de quem se move à velocidade da luz, ou seja, em frequência elevada, é a de que nada se move no universo.
    Uma explosão de uma bomba química parece a um observador em repouso como um evento instantâneo, mas, se o mesmo estivesse se movimentando à quase a mesma velocidade da luz poderia ver cada fase da explosão com se fosse uma parede de tijolos sendo erguida pacientemente por um habilidoso pedreiro, peça-a-peça.
    No limiar da velocidade da luz todos os eventos anteriores e posteriores parecem indiscerníveis ao observador assim postado. Esta é a causa do emaranhamento quântico.
    Explicando o paradoxo de Bell, John Bell que mostrou que as predições da mecânica quântica no experimento mental de EPR são sempre ligeiramente diferentes das predições de uma grande parte das teorias de variáveis ocultas, falando ele, Bell, que a mecânica quântica prediz uma correlação estatística ligeiramente mais forte entre os resultados obtidos em diferentes eixos do que o obtido pelas teorias de variáveis ocultas. Estas diferenças, expressas através de relações de desigualdades conhecidas como “desigualdades de Bell”, são em princípio detectáveis experimentalmente. Para uma análise mais detalhada deste estudo, veja teorema de Bell.

    Uma explicação para este paradoxo de Bell é que os astrofísicos, Físicos, Filósofos, cometeram um grande equívoco: fizeram a presunção, e suposição de que o universo funciona como um gigantesco GPS, onde os eventos cósmicos pudessem ser sincronizados a um grande cronômetro.

    Antes do Big-bang, não existia matéria, nem matéria escura, por conseguinte, antes do grande bang não existia o tempo, nem as leis da Física, nem da Biologia, nem Matemática, somente existia uma grande concentração de uma determinada forma de energia numa singularidade.

    Depois do big bang surgiu o tempo, mas, não um tempo sincronizado, como trabalha a Física, a Astrofísica. O tempo é fragmentado e customizado por cada partícula do universo. Cada qual tem o seu próprio relógio, a cadenciar o seu ciclo de vida.

    Depois da publicação do trabalho de Bell, inúmeros experimentos foram idealizados para testar as desigualdades de Bell. (Como mencionado acima, estes experimentos geralmente baseiam-se na medição da polarização de fótons). Todos os experimentos feitos até hoje encontraram comportamento similar às predições obtidas da mecânica quântica padrão. Baseados no tempo sincronizado do universo. Sabemos que todos os experimentos são referenciados ao tempo do observador, daí ao experimento mental do gato de Schöredinger onde o evento somente se define para o observador, diga-se, para o momento da verificação, dentro de um contexto de descoberta, dentro do contexto de verificação e dentro de um contexto de explicação e de justificação do experimento. Este desemaranhamento dos tempos escolhe o evento aleatóriamente e o sincroniza com o tempo da observação, instantaneamente.

    Porém, este campo ainda não estava completamente definido. Antes de mais nada, o teorema de Bell não se aplica a todas as possíveis teorias “realistas”. Foi possível agora construir uma teoria que escapa de suas implicações e que são, portanto, distinguíveis da mecânica quântica; porém, estas teorias são geralmente não-locais — não parecem violar a casualidade e as regras da relatividade especial. Depois da formulação da teoria do tempo assíncrono no universo, as variáveis ocultas que exploram brechas nos experimentos atuais, tais como brechas nas hipóteses feitas para a interpretação dos dados experimentais, ficam assim explicadas e justificadas num contexto de justificação lógico e formal. Todavia, ninguém ainda tinha antes da teoria da assincronicidade conseguido formular uma teoria realista localmente que pudesse reproduzir todos os resultados da mecânica quântica.

    As grandes dificuldades nestas experiências mentais do gato de Schöredinger e as estruturas mentais de Bell nos remetem às duas questões:

    a) A assincronia temporal do universo;

    b) A atemporalidade de partículas viajando à velocidade da luz;

    2) Consequências:

    a) O tempo congela-se no nosso âmbito de verificabilidade de eventos nas proximidades da velocidade da luz;

    b) A determinação de eventos ocorridos no universo, como até mesmo a determinação da idade do universo torna-se temerário, uma vez que estamos referenciados à temporalidade do âmbito da percepção humana do tempo, isto é, no nosso cronômetro particular.

    c) Os eventos da criação do universo pouco antes, durante e pouco depois do big-bang se deram atemporalmente, isto é: o tempo estava congelado durante estes estágios, como ocorre com os estágios dos ciclos das partículas atômicas e subatômicas.

    d) A determinação seqüencial dos eventos no microcosmo das partículas requer um outro olhar para a situação do desentrelaçamento temporal humano dos eventos observáveis.

    Na interpretação de muitos mundos da mecânica quântica, de Everett, a qual não isola a observação como um processo especial temporal, ambos estados vivo e morto do gato persistem, mas são incoerentes entre si, se vistos como sincronizados entre si.

    Agora poderemos rever estes conceitos de mundos separados pelo tempo, mas, um tempo de sincronismo entre o evento que cai no âmbito do tempo do observador do evento A, e o mesmo raciocínio é válido para a alternativa do evento B sincronizado com o tempo do observador (gato morto, A, ou gato vivo, B).

    Nos outros mundos, de Everett, quando a caixa é aberta, a parte do universo contendo o observador e o gato são separados em dois universos distintos, um contendo um observador olhando para um gato morto, outro contendo um observador vendo a caixa com o gato vivo. Isto somente só seria explicado para tempos ou relógios separados.

    Como os estados vivo e morto do gato são incoerentes, quando sincronizados temporalmente, não têm comunicação efetiva ou interação entre eles.

    Quando um observador abre a caixa, ele entrelaça o seu cronômetro com o cronômetro do gato, então, as opiniões dos observadores do gato sobre ele estar vivo ou morto são formadas e cada um dos estados do gato não tem interação um com o outro.

    O mesmo mecanismo de incoerência quântica é também importante para a interpretação em termos das Histórias consistentes. Apenas “gato morto” ou “gato vivo” pode ser parte de uma história consistente nessa interpretação temporal.

    Uma outra conclusão destes conceitos é a de que se explicaria o por quê do trabalho que mantém as partículas sempre em movimento sem desperdiçar energia, (W= e.t, “W” trabalho, “e” energia, “t” tempo) é que o tempo quase congelado (quase-nulo) impede que esta energia seja consumida, pois sendo W quase = 0, não viola os princípios da mecânica clássica da termodinâmica. Está superado mais um impasse-mistério do universo o qual seria a misteriosa fonte de energia do átomo e de suas partículas nunca decaírem.

    PS.: Tudo o que cai no âmbito da consciência ou da nossa cognição não passa de fenômenos subjetivos não submetidos à epochê de Husserl.
    Este estado de coisas superpostas tem muito a ver com a Fenomenologia. Tudo que é observado é modificado pela consciência de quem observa e é único, subjetivo enquanto fenômeno, é como se fosse uma visão particular do evento.
    http://professorrobertorocha.blogspot.com/2011/09/lei-da-evolucao-das-leis-do-universo.html

  3. Paola: Eu, que amo Barcelona, descobri uma nova cidade, imaterial, mas palpável na sua descrição subjetiva. Eu vi essa nova cidade pelos seus olhos. E apaixonado que sou por você, desde sempre, me apaixonei também pela sua cidade…
    E reforcei a paixão pela Sagrada Família, se você me entende.
    Beijos,
    Flávio

  4. Seu olhar criativo, seus pensamentos coloridos.. suas maos.. sua alma cor amarela, da criaçao.. existe uma exploxao de milhoes de estrelas dentro do seu Ser que caminha cruzando as fronteiras, misturando as linguas, as maneiras, as culturas.. um ser disfocando a pre-existencia das coisas prontas, um ser viajante neste mundo que tentamos correr atras do tempo perdido, ” Em Busca do Tempo Perdido”, acabo de me lembrar de Proust.. e la vai Paola Novaes, minha amiga mais que querida, no seu caminho encantado, com pedrinhas de brilhantes ” se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes para o meu, para o meu amor passar”.. a rua: esta longa estrada magica que voce percorre, e que ainda tantas, e, tantas vezes vai percorrer.. colhendo uma flor aqui, e outra ali..

  5. Paola, não sei se digo que a cada dia você me surpreende mais, porque sempre te achei (e senti) especial. Sou sua fã incondicional. Continue emocionando a nós todos…Obrigada pelo presente, pela generosidade… Beijosss

  6. Paolinha
    Quando estive em Barcelona, só tive olhos para a arte. Afinal, naquele momento, comandava uma galeria e era meu dever visitar artistas, ateliers, museus, parques.
    Voltei maravilhada!
    Após ler seu texto, senti que voltar é preciso.
    Conhecer Barcelona com olhos de Paola será, com certeza, outra maravilha!
    Beijos da tia Tê.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: