Formatos acadêmicos e nosso trabalho no ENAPET: divagações sobre inovação e transformação

O PET/POl apresentou hoje em Goiânia, no XVI ENAPET o trabalho que tinha submetido à organização do evento no mês passado.

O resumo do trabalho pode ser encontrado aqui: POLÍTICA E LEGITIMIDADE NA MODERNIDADE ENAPET 2011.

Fizemos, diferentemente dos outros PETs, em sua maioria, um trabalho sobre a indissociabilidade e sobre todas as atividades que o PET/POL desenvolve. O que observamos era que os PETs trabalhavam com uma atividade específica e suas dimensões que se relacionavam à pesquisa, à extensão e ao ensino.

O avaliador que passou observando o banner do PET (não tenho idéia de quem seja se tutor, ex-tutor, ex-petiano ou alguma colaboração externa) teceu um interessante comentário sobre o trabalho. Ele afirmou ser uma perspectiva inovadora, pois trabalhávamos com todas as nossas atividades, com a identidade do nosso grupo e com a indissociabilidade. Mas que nosso banner era confuso e não representava tudo aquilo que a gente trabalhava.

Veja nosso banner.

Eu, Isadora Cardoso e André Atadeu hoje mais cedo, no XVIENAPET.

Ele então me pediu pra ler o resumo. Eu mostrei e ele disse que o modelo do resumo (objetivos, resultados, metodologia, etc.) ficava bem mais claro. No momento, fiquei um pouco surpresa, por que acho, e quero crer que meus colegas petianos concordam que nossa representação visual, a qual expliquei pormenorizadamente, representava de modo muito mais completa e fluida aquilo que havíamos tentado incorporar ao resumo.

Chegamos a twittar, na ocasião da apresentação do trabalho, se era possível ser inovador dentro dos mesmos modelos e paradigmas? Será que é preciso inovar aos poucos?

E cheguei à conclusão que essa é uma pergunta que se repete em muitas ocasiões, mas à qual, evidentemente, não tenho resposta. Quando nos opomos a determinadas estruturas da academia, não estamos desvalorizando a ciência, ou muito menos descategorizando-a, mas sim, estabelecendo que a própria ciência precisa ser repensada dentro de inúmeras clivagens.

É possível fazer isso dentro do mesmo formato de uma rigidez cartesiana que limita a mente às categorias que dividem um trabalho acadêmico?

Eu acredito que não.

Escrito por Catarina Corrêa (que admite a possibilidade de ser a única com essa opinião).

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