Sobre a informação

Um fato levantado, nos dias de hoje, a partir do desafio de um grupo de indivíduos, nos permite refletir sobre o que seria liberdade de informação. Trato da WikiLeaks, que após as acusações feitas a seu fundador e a posterior prisão dele, nos faz pensar sobre o poder da informação e a necessária transparência do exercício da função pública na sociedade contemporânea e, além disso, como a tentativa de controle da informação pode causar conflitos e tensões sobre a necessidade de ampliar a democracia e sobre os interesses das grandes instituições, como os próprios Estados, empresas multinacionais, entre outros.

Nos perguntamos se as informações que chegam até nós todos os dias, a partir da mídia, valem nossa confiança, afinal, qual o limite entre a informação e a manipulação? Fazendo um paralelo, a “neutralidade axiológica” proposta para as Ciências Sociais por Weber pode servir de exemplo da busca em se alcançar a [pretensa] objetividade numa pesquisa da área, com a demarcação de posições e valores previamente. Mas isso se restringe ao universo acadêmico… Para os meios de comunicação não se aplica o caso, por isso, em relação a eles, uma dose de desconfiança nos permite visualizar mais além dos fatos apresentados pelos “possíveis” interesses em jogo. Suspeitar, duvidar ou questionar é preciso sempre que se almeje uma compreensão daquilo que é estabelecido como certo ou convencional. A relação entre as notícias selecionadas por um canal de comunicação, previamente escolhidas devido a uma série de interesses comerciais, além dos de caráter ideológico, nos propõe a refletir sobre qual é a agenda informativa dos diversos grupos de interesse.

Hoje convivemos com uma infinidade de fontes informativas provenientes dos mais variados meios – principalmente da internet – que driblam e apresentam-se como alternativas às fontes tradicionais de informação e que, ao revelarem um sem-fim de questões e temáticas, sobre os mais distantes e mais próximos contextos em relação a nós, tornam-se possíveis fontes de inspiração para a transformação, já que a intencionalidade política está nas mãos do receptor/consumidor da informação. Assim, a liberdade de informação é, pois, facilitada num cenário no qual diversos assuntos transitam livremente, e ela se faz eficaz na medida em que os receptores operacionalizem as tantas informações como pontos de atuação para transformações multidimensionais.

Um texto de Isadora Cardoso, que está super ansiosa para ver THE WALL amanhã (27/01), com pipoca e refri, no CINEMA POLÍTICO.

 

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